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Ansiedade matemática: entenda as causas do medo dos números

Ansiedade matemática provoca respostas físicas e evasão, com estudo em São Carlos testando autorregulação emocional e suporte pedagógico.

Professora da Universidade de Stanford, Jo Boaler explica que não existe um cérebro mais inclinado para a Matemática. Crédito: Júlia Pereira e Renata Cafardo
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  • Ansiedade matemática é uma dificuldade relacionada à matemática que também envolve aspectos emocionais, não sendo um transtorno, segundo especialistas.
  • Sinais comuns incluem coração acelerado, pressão alta, dor de cabeça, “brancos” em provas e pensamentos negativos sobre a disciplina.
  • A origem do termo remonta a estudos de 1957 e à criação da escala MARS em 1972; no Brasil, pesquisas ganharam destaque no início dos anos 2000.
  • A ansiedade matemática não tem base genética; começa a partir de experiências de aprendizagem e da forma como a matemática é ensinada.
  • Em São Carlos, um programa piloto já atendeu cerca de 40 alunos em oito escolas, com foco em autorregulação emocional, respiração diafragmática, relaxamento, mindfulness e hábitos de estudo mais eficazes.

Ansiedade matemática: estudo em São Carlos investiga relação entre números e emoção

Pesquisadores estudam a chamada ansiedade matemática, uma resposta emocional aos números que pode acelerar o coração, elevar a pressão arterial e gerar dores de cabeça. O fenômeno envolve aspectos fisiológicos, cognitivos e comportamentais, não se trata de doença isolada.

O foco do trabalho está no senso comum de que matemática é apenas uma matéria. Segundo o professor João dos Santos Carmo, da UFSCar, trata-se de uma dificuldade que engloba emoções associadas a tarefas numéricas, especialmente em provas.

São Carlos, SP, é palco de um programa que aborda a questão. Carmo tem aplicado estratégias de resiliência matemática em oito escolas, com cerca de 40 alunos com altos níveis de ansiedade. As ações incluem autorregulação emocional.

Origem e conceito

A ansiedade matemática tem estudo histórico que remonta a décadas. Pesquisas publicadas a partir de 1957 ajudaram a consolidar o termo, seguido pela criação de escalas de avaliação na década de 1970. No Brasil, avanços surgem a partir dos anos 2000.

Fatores que geram a questão

Especialistas ressaltam que a ansiedade não depende de genética. Experiências de aprendizagem, métodos de ensino que associam fracasso ao medo de errar e a comparação entre alunos elevam a tensão diante da disciplina.

Estrutura de intervenção

As ações em São Carlos incluem técnicas de respiração diafragmática, relaxamento e mindfulness. Também há orientação sobre hábitos de estudo mais eficientes, buscando reduzir a percepção de matemática como tema intransponível.

Papel da formação docente

A formação de professores é vista como chave para mudanças. A psicopedagoga Eliane Portalone destaca a necessidade de equipes multidisciplinares e de formação continuada para identificar sinais e apoiar estudantes, além de orientar famílias.

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