- Fafá Cria, produtor audiovisual, participou do projeto Cri.Ativos da Favela, promovido pela CUFA, que o ajudou a profissionalizar sua atuação.
- Antes, recebia trocas por serviços; após o curso, passou a vender trabalho na área de audiovisual e voltou como monitor e assistente de produção na edição de Belém (PA) durante a COP30 em 2025.
- O Cri.Ativos da Favela já capacitou mais de trezentos jovens em quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pará), com mapeamento de mais de duzentos e cinquenta coletivos e mais de setecentos inscritos nas quatro edições desde 2023.
- O projeto oferece mentoria, estrutura, equipamentos e oportunidades, conectando juventudes periféricas ao mercado de audiovisual e incluindo uso de inteligência artificial.
- A coordenadora Mariana Romano ressalta que o audiovisual é elitizado e o Cri.Ativos busca ampliar acesso, oportunidades e circulação de jovens da periferia em grandes eventos e no mercado, fortalecendo identidades culturais locais.
Aos 21 anos, Fabricio Lima, conhecido como Fafá Cria, transformou a prática de produzir audiovisual em profissão. O giro ocorreu após participar do Cri.Ativos da Favela, curso promovido pela CUFA para jovens das periferias. Hoje ele atua como produtor audiovisual, fotógrafo e filmmaker.
Antes do curso, Fafá trocava serviços por itens como cortes de cabelo e roupas. O Cri.Ativos da Favela mudou esse patamar ao ensinar precificação e oferecer oportunidades de estágio. O jovem destaca que o projeto valoriza a arte da quebrada e abre portas no mercado.
O Cri.Ativos da Favela capacitou mais de 300 jovens em quatro estados: SP, RJ, BA e PA. Ao todo, foram mapeados 250 coletivos e 700 inscritos nas quatro edições desde 2023. A iniciativa integra mentoria, infraestrutura e oportunidades com uso de IA.
Impacto e trajetória
Fafá nasceu no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, onde o teatro foi a porta de entrada para a arte. A partir disso, veio o hip-hop, com batalhas de rima, shows e videoclipes, consolidando sua ligação com a cultura da periferia.
Aos poucos, a atuação dele se ampliou para coberturas, produção de clipes e capas, consolidando referências da própria quebrada. Em 2025, ele retornou ao Cri.Ativos da Favela como monitor geral e assistente de produção na quarta edição, em Belém (PA), durante a COP30.
Estrutura de apoio e oportunidades
O programa oferece trilha prática com foco em conectividade entre juventudes periféricas e o mercado audiovisual, somando as possibilidades da inteligência artificial. Participantes recebem mentorias, equipamentos e oportunidades de trabalho.
Mariana Romano, coordinadora do Instituto Heineken, explica que o Cri.Ativos identifica potencial criativo ainda não desenvolvido pela carência de ferramentas. O projeto busca ampliar acesso a câmeras, computadores e cursos técnicos para transformar talento em carreira.
Fafá cita que, além da acessibilidade, o diferencial está na visão artística de cada participante. O jovem reforça que o essencial é continuar explorando, ainda que seja com recursos simples, para criar identidade e networking. O objetivo é superar barreiras e alcançar espaços de produção.
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