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Manuscrito inédito relata aula de Mozart para aluna menos talentosa

Manuscrito inédito de Mozart, de 1778, mostra aula do compositor à duquesa não talentosa; descoberta ilumina estadia em Paris e atividades como professor

Imagem colorida de manuscrito inédito escrito por Mozart - Metrópoles
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  • Manuscrito inédito, com quarenta e quatro páginas, data de 1778 e traz lições de Mozart para a duquesa Marie-Louise-Philippine de Bonnières de Guînes, harpista e filha do duque de Guînes.
  • Documento foi encontrado em fevereiro pela Biblioteca Nacional da França e divulgado em 22 de junho.
  • Autoria da caligrafia foi confirmada como de Mozart pelo curador François-Pierre Goy.
  • O pai da aluna, Adrien-Louis de Bonnières, via a filha como gênio; o material mostra Mozart apontando limitações criativas da aluna, que também reconhecia a situação.
  • As aulas terminaram quando a duquesa se casou; a apresentação musical baseada no manuscrito ocorreu no Salão Oval da Biblioteca Nacional da França, em 21 de junho, com a Orquestra Filarmônica da Rádio França.

Dois séculos depois, um manuscrito inédito de Mozart foi revelado pela Bibliothèque nationale de France (BNF). O documento, feito em 1778, traz 44 páginas com lições dirigidas à duquesa Marie-Louise-Philippine de Bonnières de Guînes, harpista e filha do duque de Guînes. A descoberta foi anunciada pela instituição nesta segunda-feira (22/6) e encontrada em fevereiro, durante uma análise de rotina.

O trabalho autenticado mostra Mozart atuando como professor da jovem, em diálogo com ela. O pai da aluna, Adrien-Louis de Bonnières, acreditava no talento da filha e desejava que ela compusesse sonatas. O compositor, porém, registrou nos exercícios suas críticas sobre a criatividade da aluna, conforme o material apresentado pela BNF.

Segundo a instituição, a temporada parisiense de Mozart ganha agora novas referências a partir do manuscrito. A confecção das páginas ajuda a entender a rotina do compositor jovem em atividades educacionais antes de sua partir para outros palcos na cidade.

Descoberta e conteúdo do manuscrito

A curadoria da BNF confirmou a autenticidade da caligrafia atribuída a Mozart. O estudo reforça a relação entre o compositor e a prática pedagógica com uma aprendiz da nobreza francesa. A publicação inicial da descoberta enfatiza a importância histórica do documento para a compreensão da época.

Panorama atual e performance

No fim de semana, uma apresentação guiada pelas lições do manuscrito foi encenada por dois músicos da Orquestra Filarmônica da Rádio França. A performance ocorreu neste domingo (21/6) no Salão Oval da Biblioteca Nacional da França, marcando a primeira apresentação pública ligada ao material.

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