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Habilidade que a geração Z está perdendo pode definir sua carreira

Experiências de atrito fortalecem habilidades duradouras, como escuta ativa e resolução de conflitos, essenciais frente à automação

CEOs dizem que jovens precisam se arriscar e sair da zona de conforto
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  • A matéria diz que vivenciar atritos reais ajuda a desenvolver habilidades que a tecnologia não substitui, como escuta ativa e resolução de conflitos.
  • Pesquisas indicam que 96% dos empregadores valorizam a capacidade de resolver divergências de forma produtiva, mas apenas 34% dos recém-formados estão preparados.
  • Habilidades duradouras, como escuta, colaboração e tolerância a diferentes perspectivas, são destacadas como diferenciais, conforme estudo da DeVry University (2025), com 78% dos empregadores valorizando-as e 70% dizendo que determinam quem será promovido.
  • Programas como Civic Gym, em mais de 270 campi nos Estados Unidos, promovem diálogos difíceis entre alunos; na Universidade de Dakota do Norte, quase 900 participaram, com mais de 90% se sentindo ouvidos e mais de 80% ganhando novas perspectivas.
  • A recomendação prática é começar hoje: ter uma conversa com duas perguntas de acompanhamento, mover-se de mensagens para diálogo em voz alta e agendar contatos por telefone para treinar a habilidade de enfrentar o desconforto.

Crescer em décadas passadas envolvia enfrentamentos cotidianos que hoje parecem distantes. Técnicas simples, como pedir informações em um posto de gasolina ou falar ao telefone sem facilidades digitais, exigiam contato humano direto e adaptação rápida.

Pesquisas recentes apontam que vivenciar esse desconforto pode ser essencial para a carreira. A autora Kathryn Jezer-Morton chamou de “maximização da fricção” a prática de se expor a situações de atrito para desenvolver habilidades como resolução de conflitos e escuta ativa.

Dados de 2025 da associação de faculdades e universidades indicam que 96% dos empregadores valorizam a capacidade de resolver divergências de forma produtiva, embora apenas 34% avaliem que recém-formados estão preparados para isso.

Desenvolvimento de habilidades duradouras

A lacuna entre competência técnica e habilidade de gerir conflitos persiste. Pesquisas da DeVry University mostram que 78% dos empregadores consideram habilidades duradouras como nova garantia de emprego, enquanto 70% dizem que essas habilidades influenciam promoções.

Casos práticos reforçam o ponto. Profissionais que defendem projetos com base em críticas e dialogam com adversários costumam obter melhores soluções. Quando essas habilidades não existem, a colaboração falha e resultados ficam comprometidos.

Universidades já incorporam esse treinamento. Programas como Civic Gym, em mais de 270 campi nos Estados Unidos, promovem diálogos estruturados entre alunos de diferentes origens para praticar a tolerância ao desconforto em temas complexos.

Como começar a praticar

Converse hoje com alguém, fazendo duas perguntas de acompanhamento antes de falar. Em projetos de grupo, substitua mensagens por uma conversa de 10 minutos por vídeo ou presencial. Questione-se antes de concluir que a outra pessoa está errada, testando seu raciocínio diante de uma opinião oposta.

Inicie contatos presenciais em eventos com aproximação simples, apresentando-se a alguém. Agende consultas por telefone para praticar diálogo em tempo real, sem edições. O objetivo é transformar o desconforto inicial em hábito que fortaleça a atuação profissional.

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