- Estudo Jovens e IA, do Espro, com 3.444 aprendizes em todo o Brasil (maio a junho de 2026) mostra que 64% veem a IA como oportunidade no mercado de trabalho; 13% a consideram oportunidade plena e 2% veem como ameaça absoluta.
- 87% estão parcial ou totalmente confortáveis em disputar vagas que exigem uso de IA; 85% já usam ferramentas de IA em tarefas escolares ou profissionais.
- 78% admitem que a IA já poderia executar ao menos parte das tarefas que eles desempenham hoje; a percepção de quanto a máquina pode substituir varia entre 38% na parte burocrática, 30% em metade do trabalho e 10% na maior parte.
- Apenas 32% afirmam que a escola ou curso técnico os preparou de fato para lidar com IA; 34% aprenderam apenas o básico e 16% avaliam que a formação não atende às necessidades.
- O estudo ressalta a importância da literacia generativa, ou seja, ensinar a entender impactos econômicos e sociais da IA, além de como usá-la de forma estratégica na carreira.
O estudo Jovens e IA, conduzido pelo Espro, mostrou que jovens aprendizes veem a IA como oportunidade, não ameaça, ao entrar no mercado. Foram ouvidos 3.444 participantes em todo o Brasil, entre maio e junho de 2026. A pesquisa buscou entender a percepção dos jovens sobre o uso de ferramentas digitais no trabalho.
Entre os respondentes, 64% veem a IA como oportunidade no contexto profissional. Partições mostram 13% vêem como oportunidade plena e apenas 2% consideram a IA como ameaça absoluta. O otimismo não é cego: 78% reconhecem que a IA pode executar parte das tarefas atuais.
A percepção de risco está distribuída. Quando questionados sobre o que a tecnologia poderia fazer no lugar deles, 38% apontaram tarefas burocráticas, 30% metade do trabalho e 10% a maior parte. Apenas 13% acreditam que a IA não faria nada. A leitura sugere aceitação gradual da transformação.
87% dos jovens ouvidos dizem estar parcial ou totalmente confortáveis em disputar vagas que exijam uso de IA. Além disso, 85% já utilizam ferramentas de IA em atividades escolares ou profissionais. O resultado contrasta com a visão de gestores e com previsões de substituição.
Entretanto, 32% avaliam que a formação escolar ou técnica realmente os preparou para lidar com IA. Outros 34% disseram ter aprendido o básico e sentem falta de orientação estratégica. 16% afirmam que a formação não atende às necessidades.
Formação e preparo
Entre quem já usa IA por conta própria, 51% limitam-se a usos básicos. Esse panorama aponta para uma carência de literacia gerativa, conceito que envolve entender limites, impactos socioeconômicos e tomar decisões informadas com IA.
Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro, aponta que a empregabilidade não depende de um modelo único de IA, já que tecnologias evoluem rapidamente. A combinação de curiosidade, pensamento crítico, comunicação e aplicação prática da tecnologia aparece como diferencial.
O estudo sugere que a geração jovem está preparada para acompanhar a transformação tecnológica, desde que haja regras claras, supervisão e um norte sobre quando a máquina auxilia ou atrapalha. A pesquisa reforça a necessidade de metodologias de uso responsável da IA no trabalho.
Implicações para gestores
Para empresas, o levantamento indica que a contratação pode se beneficiar de jovens já familiarizados com ferramentas digitais. A adoção consciente de IA, com treinamento e diretrizes, aparece como caminho para ampliar a produtividade sem excluir a mão de obra humana.
Em síntese, o estudo revela uma geração otimista e adaptável, com preparo variável para IA. O desafio está em estruturar formação contínua e práticas de uso responsável para transformar o entusiasmo em vantagem competitiva.
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