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Formação integral vai além da escola e requer ações para o desenvolvimento

Educação integral vai além da jornada escolar: exige reorganização curricular e atividades extracurriculares para o desenvolvimento humano e autonomia dos alunos

Escola Villare identificou crescimento da valorização dos programas extracurriculares após a pandemia.
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  • A educação integral vai além de ampliar o tempo na escola e precisa oferecer experiências que promovam o desenvolvimento acadêmico, social, cultural e emocional dos alunos.
  • O Ministério da Educação define a educação integral como um processo de ensino, aprendizagem e participação que articula dimensões físicas, intelectuais, sociais, emocionais, culturais e outras, ao longo da vida.
  • Especialistas defendem que o contraturno não deve apenas estender as aulas, mas oferecer oportunidades formativas que dialoguem com diferentes saberes e talentos dos estudantes.
  • A pandemia evidenciou a importância dessas iniciativas; escolas ampliaram atividades de contraturno e passaram a adotar itinerários formativos com carga horária mínima de 600 horas (reforma de 2017, revisada em 2024).
  • O uso de celulares em escolas tornou-se restrito desde o início do último ano letivo, com regras definidas pelas instituições e avaliação de impactos por redes de ensino com apoio de órgãos como Inep e Instituto Alana.

O conceito de escola integral vai além de ampliar o tempo de permanência na instituição. Especialistas defendem que a formação integral envolve experiências que extrapolem as aulas regulares, promovendo o desenvolvimento acadêmico, social, cultural e emocional dos alunos.

Para especialistas, a educação integral não se reduz à jornada estendida. O MEC define o conceito como um processo que articula dimensões física, intelectual, social, emocional, simbólica, política e cultural, ao longo da vida, com participação ativa dos estudantes.

A experiência de escolas como Villare e Vera Cruz evidencia que a extensão da jornada precisa caminhar com uma reorganização curricular. Mais horas na escola sozinhas não garantem melhoria na aprendizagem, segundo pesquisadores.

Pandemia reforçou importância dessas iniciativas

A pandemia ampliou a valorização de atividades extracurriculares e de contraturno. Em uma das escolas, houve aumento da oferta de atividades após o fim das aulas presenciais, com demanda educativa identificada pelos gestores. Em outra, o reforço ocorreu mesmo antes da pandemia, ganhando reconhecimento pós-crise sanitária.

Doutora em Educação explica que o período de isolamento evidenciou impactos na aprendizagem, na socialização e na saúde emocional de crianças e adolescentes. O momento contribuiu para discutir o papel da escola no desenvolvimento socioemocional.

Os itinerários formativos, previstos pela reforma do ensino médio de 2017, continuam em evidência. A atualização de 2024 elevou a carga horária mínima desses itinerários para 600 horas, reforçando a escolha individual do aluno por áreas de interesse.

Desafios de implementação

Entre os desafios estão o equilíbrio entre atividades, faixas etárias e objetivos. A direção de Villare aponta dificuldades operacionais ao oferecer propostas com variedade de interesses, mantendo coesão pedagógica. A necessidade de descanso também aparece no planejamento.

Para a direção de Vera Cruz, a integração entre objetivos pedagógicos e programas extracurriculares é essencial. Sem intencionalidade pedagógica, atividades fora do horário regular perdem efeito e deixam de contribuir para a formação do estudante.

Pesquisadora destaca que a formação integral não deve significar escolarização excessiva. O foco é articular experiências que contribuam para o desenvolvimento humano, com infraestrutura e recursos adequados, especialmente em escolas públicas.

Limites tecnológicos e uso de celulares

Desde o ano passado, o uso de celulares em escolas é restrito, com exceções pedagógicas, de acessibilidade, saúde e segurança. A implementação varia de instituição para instituição, e ainda não há avaliação única em todo o país.

Apoio técnico aponta que a mudança reduziu a ansiedade ligada ao uso constante e deslocou o foco para práticas pedagógicas com tecnologia. Em Villare, a proibição em todas as dependências já foi adotada de forma pacífica.

Especialistas ressaltam que a tecnologia deve ganhar protagonismo pedagógico. A ideia é transformar o uso de dispositivos em atividades de produção de conhecimento, pensamento crítico e letramento digital, em vez de restrição simples.

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