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Avanço contra gargalo da educação é anunciado

Abandono no ensino médio cai para 2,2% em 2025, menor desde 2007; aponta possível impacto do Pé-de-Meia, mas precisa confirmar causalidade

Alunos do ensino médio em escola estadual na zona sul de São Paulo (SP) - Bruno Santos - 12.ago.22/Folhapress
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  • O Censo Escolar 2025 indica queda na taxa de abandono no ensino médio, que ficou em 2,2% no ano passado, a menor desde 2007.
  • A melhora ocorre após o lançamento do programa Pé-de-Meia, em 2024, que oferece incentivos financeiros a estudantes de baixa renda.
  • A taxa caiu de 3,2% em 2024 e de 3,4% em 2023, mantendo trajetória de queda desde 2007, quando era de 14,9%.
  • Ainda não se pode atribuir a redução apenas ao Pé-de-Meia; fatores como a reforma do ensino médio de 2017 também ajudam a explicar a tendência.
  • Entre as ações para enfrentar o abandono, destacam-se a expansão da carga horária, itinerários formativos, maior oferta de ensino técnico e melhoria da capacitação de professores.

O abandono escolar no ensino médio registrou a menor taxa da série histórica, com a implementação do programa Pé-de-Meia ganhando respaldo. Pesquisas já apontavam o potencial de incentivos financeiros para alunos de baixa renda como medida de retenção.

Dados do Censo Escolar 2025, divulgados pelo MEC nesta sexta-feira, corroboram a tendência. A taxa média nacional de abandono ficou em 2,2% no ano passado, ante 3,2% em 2024 e 3,4% em 2023.

O indicador mede alunos que deixam a escola durante o ano letivo e não retornam no seguinte. Cabe destacar que a evasão envolve parcela de estudantes que não concluem o ano escolar.

Entre 2007 e 2020 houve queda acentuada, com a taxa atingindo 2,3% em 2020, a segunda menor da série. A pandemia elevou o índice nos anos seguintes, chegando a 5,7% em 2022.

Contribuições e incertezas

A queda recente pode refletir o Pé-de-Meia, mas demanda estudos aprofundados para confirmar causalidade. A reforma do ensino médio, iniciada em 2017 e implantada a partir de 2022, também pode ter contribuído.

O programa envolve expansão da carga horária e itinerários formativos, incluindo áreas técnicas. A expectativa é aumentar aprendizagem e interesse dos alunos, reduzindo abandono e evasão.

Apesar do avanço, o relatório ressalta que a melhoria na educação vai além da ocupação de vagas. O Brasil ainda enfrenta desafios em avaliações internacionais como o Pisa, que medem desempenho de alunos de 15 anos.

Desafios e caminhos apontados

Estudos apontam que apenas 15,5% dos alunos concluem o ensino médio na idade certa, com conhecimento mínimo em português e matemática. A avaliação é promovida pela organização Metas Sociais a pedido do Instituto Natura.

Recomenda-se aprofundar o diagnóstico dos resultados do Pé-de-Meia e do novo ensino médio, ampliar o ensino técnico e expandir o modelo integral no ensino fundamental. Também é necessário fortalecer a capacitação de professores e o acompanhamento de alunos com defasagem.

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