- CEOs, conselheiros e executivos C‑level passaram a buscar MBAs e cursos de IA, levando a IA para o centro da decisão estratégica e não apenas da TI.
- No MIT Sloan Executive Education, a demanda deixou de ser apenas por introdução e passou a abranger temas como agentes de IA, robótica, governança, ética e adoção em larga escala.
- Os cursos não visam formar programadores; o foco é entender como a IA altera modelos de negócio, decisões e gestão de pessoas.
- A IA saiu da TI e chegou à presidência, com líderes buscando compreender as recomendações técnicas para decisões sobre investimentos, segurança da informação e uso responsável.
- Adoção ainda é desigual: 88% das empresas já usam IA em pelo menos uma função, mas cerca de dois terços estão em experimentação ou projetos-piloto, sem escala.
A inteligência artificial deixou de ser exclusividade da área de tecnologia. Em escolas de negócios, CEOs, conselheiros e executivos C‑level passaram a buscar cursos executivos e MBAs que abordem IA, buscando aplicar a tecnologia à estratégia e à gestão.
No MIT Sloan Executive Education, por exemplo, o primeiro curso dedicado a IA surgiu em 2017. Hoje, a demanda não é mais por introdução, e sim por temas como governança, ética, adoção em larga escala e impactos sobre a força de trabalho.
O objetivo, segundo a instituição, é criar líderes capazes de entender como a IA pode transformar modelos de negócio e decisões estratégicas, não apenas competências técnicas.
Liderança sem necessidade de codificação
Em muitos programas, o foco não é formar especialistas em programação. A ideia é ampliar a visão dos gestores sobre como a IA altera planos de negócio, decisões de investimento e gestão de pessoas.
A formação também propõe uma nova visão de liderança: conduzir equipes na adoção da IA, equilibrar inovação e risco e fortalecer competências para organizações cada vez mais automatizadas.
Da TI à presidência
Historicamente, a TI conduzia projetos tecnológicos. Atualmente, executivos buscam compreender as recomendações técnicas para decisões de alto nível sobre investimentos, segurança da informação e uso responsável da IA.
Essa mudança gera desafios: inovação cresce, mas é preciso equilibrar proteção de dados, conformidade regulatória e riscos operacionais.
Adoção desigual da IA
Dados da McKinsey apontam que 88% das empresas já usam IA em ao menos uma função. Ainda assim, cerca de dois terços estão em fases iniciais ou pilotos, sem expansão completa.
O estudo aponta que poucos conseguem ganhos financeiros relevantes com IA; as empresas bem-sucedidas redesenham processos, treinam equipes e envolvem a alta gestão.
IA como competência de gestão
Outra constatação é que organizações com melhores resultados vão além de redução de custos: usam IA para impulsionar inovação, lançar produtos e acelerar o crescimento.
Nesse cenário, compreender IA é visto como parte essencial da atuação do CEO, transformando a tecnologia em tema estratégico da companhia.
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