- A LA Stroll Society surgiu após Cameron Smith compartilhar convites nas redes e hoje reúne mais de cento famílias.
- A iniciativa começou com cerca de vinte pais na primeira caminhada, em outubro do ano passado, e passou a encontros mensais.
- Hoje a comunidade mantém um grupo ativo no WhatsApp com mais de cem participantes que trocam diariamente sobre introdução alimentar, desfralde, sono e desenvolvimento infantil.
- O movimento questiona o estereótipo do pai desastrado, mostrando envolvimento com fraldas, mamadas e a rotina dos filhos, sem buscar reconhecimento.
- Embora tenha suporte, a ação enfrenta críticas nas redes, com comentários de que pais seriam “betas” por acompanhar os filhos.
A LA Stroll Society nasceu de uma publicação nas redes sociais e hoje reúne mais de 100 famílias. O grupo valoriza a paternidade ativa, desafiando o estereótipo do pai distante ao discutir fraldas, sono e os desafios da criação dos filhos. A iniciativa surgiu após um sentimento de isolamento do fundador.
Cameron Smith, pai de primeira viagem, percebeu a ausência de espaços voltados aos homens para falar sobre as mudanças do novo papel. Ele criou a proposta após notar a diferença em relação às redes de apoio disponíveis para mães. A ideia ganhou forma com vídeos convidando outros homens a se encontrarem.
Na primeira caminhada, em outubro do ano passado, cerca de 20 pais participaram com carrinhos de bebê e mamadeiras. As atividades passaram a ocorrer mensalmente, e hoje o grupo mantém um canal ativo no WhatsApp, com mais de 100 participantes trocando experiências diariamente.
Caminhada, troca de experiências e apoio contínuo
Os encontros abordam rotinas infantis como introdução alimentar, desfralde, sono e desenvolvimento. Participantes destacam que o objetivo é dividir responsabilidades, inclusive momentos de alimentação e cuidados diários, sem buscar reconhecimento.
Entre os apoiadores, está Ryan Luu, que passou a frequentar os encontros desde as primeiras semanas da filha Aria. Ele aponta que iniciativas assim ajudam a combater o estereótipo do “pai que não sabe cuidar”.
Especialistas em comportamento familiar ressaltam que redes de apoio reduzem a sensação de solidão e fortalecem a confiança dos cuidadores, promovendo participação mais equilibrada na criação dos filhos.
Críticas e perspectivas para o futuro
Apesar da repercussão positiva, o projeto também recebe críticas nas redes sociais, com desinformação e julgamentos sobre o papel dos pais. Smith afirma ter encontrado comentários depreciativos, mas mantém a visão de uma transformação geracional.
Ele aponta que a presença dos pais já é mais comum entre as novas gerações, com o propósito de entender e atender melhor as necessidades dos filhos, sem buscar privilégios ou medalhas.
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