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Solidão e saúde mental afetam a Geração Z no trabalho, aponta estudo

Geração Z busca empregos que ajudem os outros, associando propósito ao bem-estar mental, mas enfrenta salário insuficiente e desgaste emocional

Os membros da Geração Z querem ajudar os outros através do seu trabalho, mas as dificuldades financeiras e os problemas de saúde mental estão a impedi-los de o fazer
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  • Quase 80% da Geração Z nos Estados Unidos tem interesse em empregos que visem ajudar outras pessoas, segundo pesquisa da Gallup com a Fundação Walton e o projeto Making Caring Common da Universidade de Harvard.
  • Entre quem quer causar impacto positivo, 89% concordaram que suas vidas tinham significado.
  • O estudo associa o propósito de ajudar aos benefícios para a saúde mental, destacando que muitos jovens buscam significado e propósito na vida.
  • Barreiras citadas incluem uso excessivo de tecnologia, problemas de saúde mental e falta de relacionamentos, além de custos financeiros e alto cansaço emocional nos empregos de cuidado.
  • Em relação à motivação, quase metade aceitaria um salário maior, mas, se o dinheiro não fosse problema, a maioria permaneceria no emprego atual; mais da metade prioriza trabalho pessoalmente gratificante e 25% colocam ajudar os outros entre as principais prioridades.

O estudo recente analisa a relação entre solidão, saúde mental e propensão de jovens da Geração Z a buscar empregos com propósito. A pesquisa foi realizada pela Gallup, em parceria com a Fundação da Família Walton e o projeto Making Caring Common da Harvard. Os dados são de dezembro de 2025 e envolvem jovens residentes nos Estados Unidos. O objetivo é entender se trabalhos voltados ao cuidado ajudam no bem-estar mental.

Os resultados mostram que quase 80% dos jovens da Geração Z demonstraram interesse em empregos que visem ajudar outras pessoas. Além disso, quem concordou em causar impacto positivo na vida de terceiros declarou maior sensação de significado na própria vida. Especialistas destacam que esse vínculo entre propósito e saúde mental pode influenciar escolhas profissionais e bem-estar.

Desafios e barreiras para encontrar significado

A pesquisa aponta que mais da metade dos participantes reconhece uso excessivo de tecnologia como obstáculo para uma vida com propósito. Em torno de 47% relatam problemas de saúde mental e 34% atribuem à carência de relacionamentos pessoais parte da sensação de falta de propósito.

Apesar do potencial benefício, empregos no cuidado trazem preocupações. Quase metade cita questões financeiras e bem-estar pessoal como barreiras para buscar esse tipo de trabalho, com receio de remuneração insuficiente e carga emocional elevada. Metade prefere cargos que paguem bem sem serem excessivamente estressantes, o que entra em conflito com funções de cuidado de alto desgaste.

Perspectivas sobre motivação e políticas de contratação

A pesquisa também evidencia que a pressão por sucesso pode intensificar o estresse entre jovens de 19 a 21 anos. A relação entre busca de significado e a pressão para alcançar resultados sugere que propósitos claros podem beneficiar a saúde mental quando associados a atividades ou causas relevantes.

Os autores ressaltam que, quando surge a oportunidade de trabalhar com propósito, muitos jovens demonstram disposição para aceitar. Recomenda-se que empregadores e instituições educacionais apresentem caminhos que conectem vagas a ações de impacto comunitário, facilitando a compreensão de como o trabalho pode oferecer sentido e apoio à saúde mental.

Sobre o estudo

O levantamento ouviu 2.436 jovens com idades entre 13 e 28 anos, nos Estados Unidos, entre dezembro de 2025. Os dados sinalizam uma correlação entre desejar ajudar os outros e reconhecer significado de vida, mas também indicam barreiras econômicas e emocionais a serem consideradas por organizações e escolas ao planejar programas de carreira e bem‑estar.

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