- O Brasil faz parte do Grupo cinco da União Matemática Internacional, ao lado de Alemanha, China, Estados Unidos e França, sendo o único do Hemisfério Sul.
- A medalha Fields foi conquistada pelo brasileiro Artur Avila em 2014, marcando a maior conquista brasileira na matemática até hoje.
- O país responde por cerca de 2,35% da produção acadêmica mundial em matemática, com as profissões da área correspondendo a 4,6% do PIB brasileiro.
- O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) recebe reforço com a criação de uma unidade em Teresina, visando infraestrutura para formação de talentos no Nordeste.
- A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) é a maior olimpíada de matemática do mundo, em 2025 envolvendo 18,6 milhões de estudantes; 73% dos jovens de 15 anos ainda estão abaixo do nível básico de matemática, destacando o desafio de base.
Desde 2018, o Brasil integra o Grupo 5 da União Matemática Internacional, ao lado de Alemanha, China, EUA e França, sendo o único país do Hemisfério Sul. Na matemática, o país figura entre as referências globais de pesquisa.
O país responde por cerca de 2,35% da produção acadêmica mundial em matemática. Profissões ligadas à área correspondem a 4,6% do PIB, segundo estudo do Itaú Social, e impulsionam inovação, empregabilidade e salários.
O Impa, criado em 1952 no Rio de Janeiro, é apontado como a joia da coroa da matemática brasileira. Instituições como PUC-Rio, IME e ITA também são centrais para o setor.
Impa inaugura unidade em Teresina
O Impa planeja abrir uma unidade em Teresina (PI) para ampliar o alcance regional. Um quarto das medalhas da Obmep vem do Nordeste, com cidades como Cocal dos Alves servindo de referência na formação de medalhistas.
A Obmep é a maior olimpíada de matemática do país. Em 2025 houve 18,6 milhões de estudantes participantes, cobrindo 99,9% do território. Medalhistas recebem bolsas de iniciação científica do CNPq.
Desafios e oportunidades
Em 2025, houve desclassificação de alunos por uso de IA na Olimpíada, reforçando a necessidade de integrar IA à prática matemática. Especialistas sugerem criar uma categoria que una IA, linguagem natural, computação simbólica e verificação formal.
O Impa se destaca pela continuidade de gestão e por operar como uma Organização Social, permitindo contratações por CLT e compras mais ágeis. O Brasil, porém, encara um paradoxo: excelência em pesquisa convive com 73% dos jovens de 15 anos abaixo do nível básico em matemática.
Olhar estratégico
Especialistas apontam que é preciso mirar no ensino básico para sustentar o avanço. Modelos de sucesso internacionais, como Índia e Vietnã, podem servir de referência para programas de formação de professores e de identificação de talentos desde a educação básica.
A meta é consolidar o caminho brasileiro na matemática, buscando equilíbrio entre pesquisa de ponta e melhoria efetiva do ensino nas séries iniciais. O objetivo é ampliar a base de base de formação para sustentar o topo.
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