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Gauguin culpa Van Gogh pelo incidente da orelha

Carta de Gauguin mostra que temia um acidente fatal envolvendo Van Gogh logo após o episódio da orelha

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  • Em janeiro de 1889, Gauguin escreveu que, pouco depois de sair de Arles, pensava em passar um ano no sul da França trabalhando com um colega pintor, “infelizmente esse amigo enlouqueceu” e ele viveu o medo de um acidente fatal e trágico.
  • O texto sugere que o colega era Van Gogh, embora a formulação não tenha ficado totalmente clara sobre quem poderia sofrer o suposto incidente grave.
  • Na carta, Gauguin parece isentar-se de responsabilidade pela tragédia que ocorreu em 23 de dezembro de 1888, quando houve uma discussão entre os dois em Arles, e Van Gogh cortou parte de sua orelha.
  • Gauguin, segundo relatos, teria fugido para o centro da cidade na noite do episódio; Van Gogh, em estado perturbado, retornou para casa e entregou uma porção de carne de orelha a uma cortesã.
  • A carta de 1889, enviada possivelmente a Albert Dauprat, ganhou atenção recente e foi publicada pela Taschen no livro The Magic of Handwriting.

Paul Gauguin descreveu, em uma carta de janeiro de 1889, que temia “um acidente fatal e trágico” logo após o episódio em que Van Gogh cortou parte da orelha. A mensagem, escrita ao retornar a Paris, não nomeia o colaborador, mas faz referência clara ao relacionamento entre os dois artistas em Arles.

O episódio ocorreu em 23 de dezembro de 1888, durante a dupla fase de convivência na Casa Amarela. Em meio a uma discussão, Gauguin deixou Arles depressa; Van Gogh, em estado alterado, cortou parte da orelha e levou o fragmento a uma casa de paqueras próxima. A narrativa posterior de Gauguin sugeriu que houve uma perseguição, embora tal versão possa ter sido exagerada.

Na carta de 1889, o destinatário não é citado nominalmente, apenas “Cher Monsieur”. Pesquisas anteriores indicam que o destinatário provável foi Albert Dauprat, um sociólogo que colecionava obras de Gauguin e era amigo de Charles Laval, companheiro de Gauguin em viagens anteriores.

A carta, pouco explorada até recentemente, foi vendida duas vezes em leilões em Berlim e exposta pela primeira vez na Morgan Library, em Nova York, no verão anterior. Hoje pertence ao colecionador brasileiro Pedro Corrêa do Lago e foi publicada pela Taschen no livro The Magic of Handwriting.

Analistas associados à área de Van Gogh destacam a importância do documento para entender o clima entre os dois artistas naquela fase. A obra de Gauguin, segundo a carta, permanece firme diante da crítica de colecionadores inexperientes, que, segundo ele, não comprometeria a validade artística do trabalho.

Contexto e possíveis desdobramentos

  • Martin Bailey, especialista em Van Gogh, atua como correspondente e autor de obras sobre o período francês do pintor.
  • A carta reforça visões de Gauguin sobre a resistência da arte frente ao desprezo de amadores, conforme trecho da correspondência.
  • A publicação atual integra a coleção de um estudioso que tem contribuído para a compreensão das relações entre Gauguin e Van Gogh.

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