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Ravi Zacharias ocultou fotos de mulheres e houve acusação de estupro

Investigação de quatro meses aponta abusos de Ravi Zacharias em day spas nos EUA e no exterior, com uso de fundos do ministério e cinco novas vítimas

Illustration by Mallory Rentsch / Source Image: Courtesy of RZIM
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  • Investigação de quatro meses confirmou que Ravi Zacharias abusou de massagistas nos EUA e no exterior por mais de uma década, com a equipe do ministério liderado pela família falhando em responsabilizá‑lo.
  • Foram identificadas cinco novas vítimas nos EUA, além de evidências de abuso na Tailândia, Índia e Malásia; o abuso envolveu uso de fundos do ministério e diversas linhas telefônicas para ocultar o comportamento.
  • O relatório de doze páginas da Ravi Zacharias International Ministries (RZIM) aponta que ele aproveitou viagens internacionais e a necessidade de massagens para encobrir os abusos, recrutando vítimas por meio de conversas religiosas e apoio financeiro do ministério.
  • Análise de dispositivos antigos mostrou contatos com mais de duzentas massagistas nos EUA e na Ásia e centenas de imagens de jovens, incluindo algumas nuas; Zacharias solicitou e recebeu fotos até poucos meses antes da morte.
  • O ministério anunciou reformas, redução de operações e mudanças estruturais, com foco na responsabilização, após debates internos sobre liderança e prestação de contas.

Ravi Zacharias International Ministries (RZIM) confirmou, após uma investigação de quatro meses, abusos envolvendo o falecido apologista Ravi Zacharias. As conclusões apontam utilização da reputação para abusar de terapeutas de massagens nos EUA e no exterior.

A investigação identificou cinco novas vítimas nos Estados Unidos e evidências de abuso em Tailândia, Índia e Malásia. O relatório também aponta uso de fundos do ministério para encobrir comportamentos abusivos.

O estudo analisou dispositivos antigos de Zacharias e revelou contatos com mais de 200 terapeutas de massagem nos EUA e na Ásia, além de centenas de imagens de jovens mulheres. Algumas imagens mostravam mulheres nuas.

Segundo o relatório, Zacharias solicitou e recebeu fotos até poucos meses antes de sua morte, em 2020, aos 74 anos. Investigadores ressaltam padrões de segredo e viagens frequentes para ocultar condutas.

Fragmento do material indica que ele usou dezenas de milhares de dólares de fundos ministeriais para pagar terapeutas, além de oferecer moradia, educação e suporte mensal a várias delas, dentro de um suposto esforço humanitário.

  • Contexto e consequências: a equipe do ministério vivia tensões sobre responsabilidade e liderança após a morte do líder. A RZIM anunciou reformas e redução de atividades, buscando maior transparência.

Detalhes da apuração

O relatório de 12 páginas descreve abusos em spas de Atlanta e aponta casos adicionais nos EUA, com indícios de atuação internacional. A equipe de investigação entrevistou 50 testemunhas e avaliou mensagens e registros de uso de telefones entre 2014 e 2018.

Repercussões institucionais

A diretoria reconheceu falhas na responsabilidade e abriu caminho para alterações estruturais, incluindo possível separação nacional de escritórios. Organizações de vítimas acompanharão as mudanças.

Contexto de mudança

O documento ressalta o dilema entre projeção pública e conduta privada de líderes religiosos. Reformas miram maior accountability, integridade institucional e transparência nas operações.

A reportagem reafirma o objetivo de registrar fatos verificáveis sem apontar julgamentos, mantendo neutralidade e foco informativo sobre o ocorrido e as medidas institucionais subsequentes.

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