- A pandemia foi a principal motivadora dos fechamentos de bares e restaurantes em são paulo em 2021, agravada pela venda de imóveis e pela verticalização.
- Ao todo, quinze estabelecimentos fecharam as portas na cidade no ano.
- Exemplos: Antonietta Cucina encerrou em julho após 12 anos; Burikita fechou em dezembro; Frank Bar também encerrou em dezembro, com o Maksoud Plaza deixando o público.
- Outros encerramentos incluem Lá da Venda (março), Mangiare (março), Micaela (janeiro), Ramona (março) e Scar (abril).
- Vinheria Percussi anunciou o último almoço para 31 de dezembro, com planos de delivery e de abrir novo restaurante em 2022; Mundo Pão Olivier também fechou, enquanto Esther Rooftop segue aberto no mesmo edifício.
Em 2021, a pandemia foi o principal impulso para o fechamento de bares e restaurantes na cidade de São Paulo. O setor enfrentou queda de demanda, restrições e incertezas, culminando na despedida de várias casas tradicionalmente marcantes.
Ao longo do ano, imóveis vendidos, dívidas e disputas com proprietários contribuíram para o encerramento de atividades. Além disso, a verticalização de áreas e o valor dos aluguéis também ajudaram a reduzir espaços comerciais.
Antonietta Cucina encerrou atividades em julho, após 12 anos em Higienópolis, com o imóvel vendido. O responsável pelo espaço, Milton Freitas, hoje administra o Jacarandá em Pinheiros.
Burikita, clássico do Bom Retiro, saiu de cena em dezembro após 51 anos. A confeitaria era famosa por strudels e burekas, sustentada por imigrantes da antiga Iugoslávia.
Buttina, em Pinheiros, encerrou após 25 anos. A chef Filomena Chiarella passou a atender pedidos por encomenda por meio de redes sociais.
Frank Bar, referência da coquetelaria, fechou em dezembro. O fim ocorreu após o Maksoud Plaza deixar de funcionar, levando também o bar de vinhos Vino a buscar nova operação.
Genésio, boêmio icônico da Vila Madalena, fechou as portas em março, após 20 anos. Disputas com o proprietário do imóvel também pesaram na decisão.
Heute, em operação desde 2018 na Vila Buarque, fechou em fevereiro. A casa já havia tentado financiamento coletivo para sobreviver à crise.
Lá da Venda, mistura de restaurante e empório na Vila Madalena, encerrou em março após 11 anos. O cardápio trazia receitas do interior.
Le Manjue Organique, especializado em comida orgânica, anunciou fechamento em abril. Quatro unidades do Le Manjue Café permaneceram em funcionamento.
Mangiare, na Vila Leopoldina, encerrou atividades em março. O restaurante integrava o grupo liderado por Benny Goldenberg.
Mensa, na Vila Madalena, despediu-se em julho. O chef Rafael Navarini ficou no jogo de delivery, mas o espaço não resistiu.
Micaela, nos Jardins, encerrou em janeiro. A unidade de Ilhabela, no litoral, manteve-se aberta.
Mundo Pão Olivier, na Praça da República, fechou as portas em março. O Esther Rooftop, no topo do mesmo edifício, segue ativo.
Ramona, centro de São Paulo, encerrou em março devido ao não ajuste ao delivery e às dificuldades econômicas.
Scar, bar da Barra Funda, fechou em abril. O espaço, conhecido pela trilha sonora de rock, hoje abriga a padaria Na Fila do Pão e uma floricultura.
Vinheria Percussi, em Pinheiros, serviu o último almoço em 31 de dezembro. O imóvel foi vendido para a construção de um prédio, com planos de retorno em um novo espaço no próximo ano, mantendo delivery.
Fechamentos por região e motivos
- Em Higienópolis e arredores, losango de imóveis vendidos acelerou o fechamento de Antonietta Cucina.
- No Bom Retiro, Burikita encerrou após décadas, refletindo crise econômica.
- Na Vila Madalena, Lá da Venda, Le Manjue Organique e Micaela representam a diversidade de estilos que sumiram.
Desdobramentos e futuro
- Empresas buscam reposicionamento com delivery e novos formatos.
- Alguns nomes somem, mas atividades gastronômicas locais continuam em operações parecidas.
- A recuperação dependerá da continuidade de vacinação, reabertura segura e fluxo turístico.
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