- A exposição Travelling with Vincent: Van Gogh in Drenthe, no Drents Museum, em Assen, reconstrói os três meses de Van Gogh em Drenthe, marcando o 140º aniversário de sua chegada à região.
- O pintor deixou Haia após terminar com Sien Hoornik e seguiu para Hoogeveen, em Drenthe, buscando isolamento com a natureza; chegou a Nieuw-Amsterdam e saiu em 4 de dezembro para retornar ao sul.
- A mostra apresenta quatro das seis pinturas a óleo de Drenthe e doze dezoito trabalhos em papel de Van Gogh, além de mais de sessenta peças de outros artistas ligados à região.
- Destaques incluem Landscape with a Farm (setembro–novembro de 1883), Peatery (aquarela) e Peasant Burning Weeds, além de Drawbridge e The Peat Barge, com esta última adquirida pelo Drents Museum em 1997.
- As obras de Drenthe transmitem uma atmosfera sombria que acompanha o período de solidão de Van Gogh, períodos que contrastam com as obras ensolaradas que ele criou anos depois na Provença.
Vincent van Gogh é o foco de uma exposição inédita que revela o período pouco estudado de seus três meses em Drenthe, no norte dos Países Baixos. O show busca situar o que ele vivia e como a região influenciou sua produção de obras entre setembro e novembro de 1883.
A mostra fica no Drents Museum, em Assen, e marca o 140º aniversário da chegada do pintor a Drenthe. São quatro pinturas a óleo sobreviventes e 12 de trabalhos em papel, além de peças de outros artistas que dialogam com o tema.
O que aconteceu: Van Gogh deixou Haia, onde vivia com Sien Hoornik, e seguiu para Drenthe após término do relacionamento. Em setembro de 1883, ele partiu para Hoogeveen e depois Nieuw-Amsterdam, buscando isolamento e contato com a natureza.
Quem está envolvido: o comissário Anneriek Rens lidera a curadoria, que reuniu obras sob empréstimo de museus e coleções particulares, incluindo peças de instituições no Canadá, México e Alemanha. A curadora reorganizou a visão do período.
Quando e onde: a exposição estar aberta até 7 de janeiro de 2024 no Drents Museum, sede em Assen, capital da província de Drenthe. A iniciativa celebra a trajetória de Van Gogh durante o outono de 1883.
Por que importa: a montagem exibe pela primeira vez boa parte das obras de Drenthe reunidas, destacando a variedade de técnicas usadas por Van Gogh e o peso emocional do período, marcado pela solidão e pela busca por um estilo próprio.
Obras e intervenções
Entre as peças, estão a Landscape with a Farm e a Peatery, ambas de setembro a novembro de 1883, com histórias de propriedade que passaram por coleções privadas e museus. A pintura The Peat Barge integra o acervo desde 1997.
A exibição também inclui o retrato expressivo de uma mulher sem identificação, provável memória de Sien, além de uma seleção de desenhos e aquarelas que revelam a experimentação de Van Gogh com óleo, aquarela e traço inicial.
Repercussões e contexto
A mostra evidencia o ambiente de Drenthe, uma paisagem pantanosa que influenciou o humor das telas. O isolamento de Van Gogh, a distância do eixo artístico da cidade e as condições climáticas da época aparecem como fatores possíveis para o tom sombrio das obras.
Acompanhando o acervo principal, o público pode visitar a casa de Van Gogh em Nieuw-Amsterdam, que reabre em outubro após renovações. O espaço oferece visão do cenário que inspirou parte da produção do artista na região.
Observações finais da curadoria
Rens destaca que as dificuldades vividas na Drenthe ajudaram, mais tarde, a moldar obras-primas de fases posteriores. A curadoria enfatiza a transformação de Van Gogh, desde os primeiros passos na pintura a óleo até a consolidação de um estilo próprio.
Entre na conversa da comunidade