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Queen City: comunidade negra perdida é engolida pelo Pentágono

Instalação presta homenagem à Queen City, comunidade negra de Arlington deslocada para a construção do Pentágono, resgatando a história de East Arlington

Barbara Noe Kennedy Queen City brick installation
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  • Queen City é uma instalação de arte em Arlington, Virgínia, prestando homenagem aos 903 moradores da antiga comunidade negra removida no início dos anos quarenta para a construção do Pentágono.
  • A área, conhecida como East Arlington, foi deslocada para abrir espaço ao Pentagon; hoje resta pouco além de uma placa histórica.
  • A história é destacada no Black Heritage Museum of Arlington, com fotos e artefatos que remontam ao Freedman’s Village criado após a Proclamação de Emancipação.
  • Naquela época, Arlington era entre setenta e cinco e oitenta por cento negra, com moradores financiando imóveis, empresas, igrejas e escolas antes do deslocamento.
  • O deslocamento ocorreu para a construção da sede militar dos Estados Unidos, com compensação limitada aos moradores afetados.

Queen City: a comunidade negra perdida que sumiu no mapa do Pentágono

Uma comunidade negra próspera, vizinha de Washington DC, foi despejada de quase 1.000 habitantes para a construção do Pentágono. Hoje, essa história é homenageada por meio de uma instalação artística em Arlington, Virgínia.

A obra celebra 903 moradores da antiga Queen City e o bairro East Arlington, moldados pela segregação e pelo planejamento urbano de guerra. O processo de remoção ocorreu no início dos anos 1940.

Contexto histórico e origem da história

A área de Arlington já vinha carregando marcas da escravidão e da segregação. A evacuação da comunidade ocorreu para abrir espaço ao novo quartel-general, alterando o rosto do entorno.

Antes da demolição, havia igrejas, negócios, um corpo de bombeiros negro e escolas. Muitos moradores mudaram-se para outras áreas negras de Arlington ou de Washington, DC.

Arquivos e memória local

No Black Heritage Museum of Arlington, a história de Queen City é recontada com fotos e objetos. O museu destaca a ligação entre Freedman’s Village e a vila que ficou, hoje pouco visível.

Segundo o presidente do museu, Dr. Scott Taylor, Arlington já recebeu moradores que eram livres na Virginia e lutavam por direitos civis na época. A região tinha alta presença negra no início do século XX.

De Freedman’s Village ao presente

Freedman’s Village surgiu após a Proclamação da Emancipação para abrigar trabalhadores libertos. Com o passar dos anos, o local foi desmantelado e seu legado ficou marcado apenas por um marco histórico.

A história de Queen City continua a ser lembrada pela instalação artística, que se posiciona como homenagem à comunidade que quase desapareceu para abrir espaço aos prédios da era da Guerra e do Pentágono.

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