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Van Gogh Museum revela três falsificações iniciais

Van Gogh Museum revela três fakes antigos, reavaliando obras antes tidas como autênticas e evidenciando o risco de cópias vendidas como genuínas

Left: FAKE: Interior of a Restaurant (detail) (mid 20th century), private collection Centre: FAKE: Head of a Woman (1902-09), private collection, France Right: FAKE: Wood Gatherer (1904-12), private collection Photographs: Van Gogh Museum, Amsterdam
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  • O Van Gogh Museum identifica três “Van Goghs” em coleções privadas como falsificações, quebrando meio século de silêncio sobre o tema.
  • O conteúdo consta de três casos analisados por Teio Meedendorp, Louis van Tilborgh e Saskia van Oudheusden, publicados na edição de outubro da Burlington Magazine.
  • Um dos casos é a pintura de uma mulher camponesa, anteriormente autenticada pelo museu e vendida em 2011 pela Christie’s; agora considerada falsa.
  • O segundo exemplo é o quadro “Cabeça de uma mulher” (1902-09), cuja atribuição foi revisada após surgirem dúvidas semelhantes àquelas da obra da Christie’s.
  • O terceiro caso envolve “Trabalhadores na madeira” (1904-12); uma reprodução em aquarela de um lenhador foi classificada como falsificação após avaliação de 2020.

O Van Gogh Museum, em Amsterdã, revelou três falsificações atribuídas a Vincent van Gogh em coleções privadas. As obras não são originais, segundo o estudo divulgado na edição de outubro da Burlington Magazine. A instituição desmente autenticações anteriores.

As peças incluem um quadro da lavradora, que já tinha sido aceito pela coleção e vendido pela Christie’s em 2011 por quase US$ 1 milhão. O estudo aponta que a obra é falsa, desacreditando a atribuição anterior.

O relatório aponta ainda duas outras imagens contestadas: Cabeça de uma Mulher (1902-09), recebida pela Visser e vendida pela Christie’s; e o conjunto de Wood Gatherer, um desenho em aquarela de 1904-12. Todas passaram a ser consideradas não autênticas pelos especialistas do museu.

O que mudou na avaliação

Os especialistas do museu revisaram a catalogação da década de 1970, de Jacob-Baart de la Faille, e reclassificaram as obras. O estudo destaca que a presença de elementos como as sunflowers em contextos inadequados sugere uma cópia deliberada para atrair compradores.

Detalhes sobre cada caso

A obra de Lavradora, segundo o texto, tinha sido associada ao período de 1887, mas pesquisas posteriores indicam datação tardia e manipulação de cores. No caso da Cabeça de uma Mulher, a pintura passou por novas verificações após ter sido vendida pela Christie’s, gerando dúvidas sobre a autenticidade.

A terceira peça analisada envolve a aquarela do Wood Gatherer, descoberta como cópia feita a partir de fotografias do original de 1884. A verificação apontou diferenças perceptíveis, como detalhes de bastões usados pelos trabalhadores, que não aparecem nas imagens antigas.

Esses três casos revelam que, no início do século XX, cópias e enganos existiam em menor escala, mas com impacto financeiro significativo. A equipe do Van Gogh Museum enfatiza que a reavaliação continua e que novas informações podem alterar atestados anteriores.

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