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Pressão arterial de 12 por 8 é reclassificada como alta pelos médicos

Diretrizes europeias simplificam diagnóstico da hipertensão, aceleram tratamento precoce e reforçam o monitoramento fora do consultório

Médico medindo pressão arterial de paciente
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  • Novas diretrizes europeias revêm os critérios da hipertensão: criam a categoria “pressão arterial elevada” (120–139 por 70–89 mmHg) e mantêm hipertensão acima de 140 por 90 mmHg, substituindo o antigo esquema com seis grupos.
  • O objetivo de tratamento passa a ser manter a pressão na faixa de 120 a 129 mmHg na sistólica, com possibilidade de iniciar dois remédios de classes diferentes já nos estágios iniciais.
  • A avaliação de risco, especialmente para quem fica entre 120 por 70 e 139 por 89, determina se há necessidade de apenas mudanças de estilo de vida ou de tratamento medicamentoso, com reavaliações periódicas.
  • Mudanças no estilo de vida são enfatizadas, incluindo maior consumo de potássio por meio de alimentos naturais, prática de exercícios de resistência e de aeróbicos, e redução de sal, sempre com cautela para indivíduos com função renal.
  • A diretriz também recomenda monitoramento fora do consultório (MAPA e MRPA) para evitar hipertensão do jaleco branco e hipertensão mascarada, com acompanhamento anual ou mais frequente conforme o risco. Brasil deve atualizar suas diretrizes no primeiro semestre de 2025.

No Congresso Europeu de Cardiologia, realizado em Londres no início de setembro, especialistas apresentaram novas diretrizes sobre hipertensão. O foco está na simplificação dos critérios de diagnóstico, no redesenho de categorias e em tratamentos mais intensos já nos estágios iniciais da doença. O objetivo é reduzir o risco cardiovascular desde o menor nível de pressão.

As diretrizes europeias passam a classificar a pressão arterial como não elevada, elevada e hipertensão, com base apenas na leitura realizada em consultório. A nova categoria, pressionada como elevada, agrupa leituras entre 120 por 70 e 139 por 89 mmHg, buscando intervenção mais precoce.

A comunidade médica destaca que a mudança visa reduzir o tempo até o tratamento e melhorar a proteção cardiovascular. Segundo os autores, a pressão pode subir gradualmente, não de um dia para o outro, justificando ações mais precoces para pacientes com maior risco.

Essa simplificação evita a antiga divisão em seis categorias e introduz a meta de manter a pressão sistólica entre 120 e 129 mmHg, com abordagem individualizada para tolerância e efeitos colaterais. A ideia é evitar progressões desnecessárias para alguns pacientes.

O que muda na prática

Para quem está com pressão não elevada, não há mudanças significativas de manejo. O acompanhamento permanece regular, mas sem necessidade de tratamento farmacológico imediato.

Para os hipertensos, a orientação é iniciar tratamento medicamentoso aliado a mudanças no estilo de vida. O objetivo é alcançar metas de pressão nos primeiros meses, reduzindo riscos de eventos graves.

Entre os classificados como pressão elevada, a estratificação de risco passa a guiar a conduta. Se o risco em 10 anos for menor que 5%, há foco em estilo de vida e reavaliação anual. Acima de 10%, o tratamento pode começar após três meses com base na pressão que permaneça acima de 130 por 80 mmHg.

Estilo de vida e tratamento

As mudanças sugeridas incluem manter o peso adequado, alimentação balanceada, prática regular de atividade física, não fumar, moderar álcool e reduzir o sal. O documento recomenda ainda aumentar o consumo de potássio através de fontes naturais.

Em relação aos exercícios, o reforço muscular é visto como benéfico a longo prazo, desde que a pressão esteja sob controle. Treinos de força devem ser avaliados caso a caso para evitar riscos durante crises hipertensivas.

A diretriz também enfatiza a intensificação terapêutica desde o início, com a combinação de dois medicamentos de classes diferentes em muitos casos. A meta global é reduzir a mortalidade cardiovascular associada à hipertensão.

Diagnóstico e monitoramento

O diagnóstico passa a combinar leituras em consultório com monitoramento fora do consultório, como a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e a medição residencial (MRPA). Esse esforço busca evitar hipertensão de jaleco branco e hipertensão mascarada.

O acompanhamento recomendado varia por faixa etária: a cada três anos na infância, a cada três a cinco anos até os 40 anos, e anualmente a partir dos 40. O objetivo é manter leituras estáveis dentro das metas terapêuticas.

As diretrizes inglesas e brasileiras costumam acompanhar mudanças, com previsões de atualização brasileira no primeiro semestre de 2025. A expectativa é consolidar um marco comum para diagnóstico, tratamento e acompanhamento da pressão alta.

Fonte: informações do Congresso Europeu de Cardiologia e avaliações de especialistas consultados.

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