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Incêndio na Chapada dos Veadeiros destrói 77 mil ha e ameaça comunidades

Incêndio na Chapada dos Veadeiros atinge 77 mil hectares, ameaça comunidades Kalunga e indígenas; combate segue com reforços e apoio aéreo

Dois bombeiros com uniformes laranja e capacetes brancos usam equipamentos para apagar fogo em vegetação seca. Chamas e fumaça são visíveis entre árvores e arbustos.
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  • Incêndio de grandes proporções atinge a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, há nove dias, e já destruiu cerca de 77 mil hectares, segundo o Sisfogo.
  • O fogo começou em Cavalcante e se espalhou para áreas quilombolas, indígenas e reservas naturais, incluindo Territórios Kalunga, Diadema, Boa Vista, Avá-Canoeiro e áreas rurais da região.
  • O ICMBio coordena o combate com 155 profissionais, com participação de brigadas do Prevfogo, Ibama, Brivac, Rede Contra Fogo e Cerrado de Pé, além de atuação do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Meio Ambiente em Cavalcante e no Parque Estadual Águas do Paraíso.
  • Foi iniciado apoio às queimas de roçado em comunidades quilombolas para reduzir o material combustível, com apoio aéreo do Ibama e previsão de mais trinta brigadistas nos próximos dias.
  • A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a origem do incêndio, e o Governo de Goiás formou uma força-tarefa com bombeiros, policiais e fiscais ambientais para combate e investigação.

O incêndio de grandes proporções que atua na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, já dura nove dias. O fogo começou em Cavalcante e se espalhou para áreas próximas ao parque nacional, atingindo comunidades quilombolas, indígenas e propriedades privadas. O motivo ainda é objeto de apuração e as condições climáticas da época seca favorecem a propagação.

Segundo o Sisfogo, já são aproximadamente 77 mil hectares destruídos. O parque, que abriga cerca de 240 mil hectares de cerrado preservado, não foi atingido, mas as frentes de combate atuam em várias linhas de fogo ao redor. A visitação continua aberta.

Ação de combate e participação institucional

A operação envolve 155 profissionais mobilizados pelo ICMBio, com participação do Prevfogo/Ibama, Brivac, Rede Contra Fogo e Cerrado de Pé. Brigadas atuam em territórios quilombolas e indígenas. Bombeiros e brigadas estaduais concentram esforços em Cavalcante e no Parque Estadual Águas do Paraíso.

Apoio aéreo do Ibama integra as ações, com reforço de mais 30 brigadistas previsto nos próximos dias. Também foi iniciado o apoio às queimas de roçado em comunidades para reduzir o material combustível e evitar novos focos.

Investigações e medidas adicionais

A Polícia Civil de Goiás abriu inquérito para apurar a possível origem criminosa do incêndio, com o objetivo de responsabilizar causadores e coibir práticas ilegais que ameaçam o ambiente e a população local. O Governo de Goiás criou uma força-tarefa com bombeiros, policiais e fiscais ambientais para atuação integrada.

As condições climáticas, marcadas pela estiagem prolongada e ventos fortes, favorecem o avanço das chamas. No território Kalunga, o maior quilombo do país, reforços locais trabalham para proteger moradias e plantações.

Panorama e contexto regional

A Chapada dos Veadeiros figura entre as regiões mais atingidas por queimadas no Brasil. Em 2021, o fogo devastou parte expressiva do parque, evidenciando a vulnerabilidade do cerrado a eventos nesse tipo de desastre. A atuação conjunta de órgãos federais e estaduais segue para conter focos e proteger comunidades tradicionais.

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