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Greve de centenas na British Library por salários causa interrupções

Greve de mais de 300 trabalhadores do PCS provoca interrupção na British Library entre oito e doze de dezembro, com suspensão de coleta, atraso do catálogo online e fechamentos parciais

More than 300 Public and Commercial Services union members will walk out for the second time in recent months, following an 11-day strike in October and November
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  • A British Library enfrenta greve de mais de 300 funcionários do PCS entre 8 e 12 de dezembro, segundo fechamento de serviços, com coleta de itens suspensa, atraso do novo catálogo online e possível fechamento de Reading Rooms, além de cancelamentos de visitas, tours e alguns eventos.
  • As exposições Secret Maps e Story Explorers permanecem abertas, mas podem sofrer interrupções de curto prazo; o público é orientado a consultar o site antes de ir.
  • O movimento decorre de disputas salariais: oferta revisada foi rejeitada em 19 de novembro; o PCS pede reajuste atrelado à inflação e restauração de pagamentos do ano anterior, além de combater a compressão salarial.
  • A biblioteca divulgou que aumentou a proposta de salário para mínimo de 3,8%, com próximos reajustes próximos de 7% para quem recebe salário mínimo, totalizando cerca de 4,7% no conjunto, em linha com pressões de custo de vida.
  • Paralelamente, mais de 150 membros do PCS na Tate realizaram greve de 26 de novembro a 2 de dezembro, em Londres e Liverpool, com relatos de pobreza no trabalho e incerteza sobre o futuro dos empregos; ainda não há resultado formal.

A British Library entrará em interrupção significativa entre 8 e 12 de dezembro, com mais de 300 funcionários em greve. O movimento, organizado pelo sindicato PCS, é o segundo protesto relevante nos últimos meses. A paralisação impactará serviços, catálogos e atividades deReading Rooms, além de eventos e visitas programadas.

A greve é motivada por disputas salariais e pela percepção de compressão salarial, aliadas a questões de liderança na instituição. O PCS afirma que houve aumento de pobreza e endividamento entre os trabalhadores, além de problemas de suporte após um ataque cibernético em 2023. A biblioteca contesta parte das alegações e aponta negociação em andamento.

Para a organização, o objetivo é obter reajuste acima da inflação e restauração de ganhos não alcançados no ano anterior. O PCS também critica a ausência de um chefe-livrário e a saída do CEO Rebecca Lawrence após poucos meses no cargo, associando isso a uma queda de confiança interna.

O que muda na prática

Segundo a British Library, a coleta de itens ficará suspensa e o lançamento do novo catálogo online será adiado durante o período de greve. A instituição adverte que pode haver fechamento das Reading Rooms, além de cancelamentos de visitas, tours e alguns eventos. As exibições Secret Maps e Story Explorers seguem abertas, mas com possibilidade de interrupção de curto prazo.

Contexto financeiro e atuação do PCS

O sindicato cita cortes de financiamento governamental e um reajuste salarial insuficiente, com 3% proposto neste ano. A cobrança inclui correção pela inflação, reposição de ganhos anteriores e fim de salários subsidiários para certos cargos. O PCS também destaca carga de trabalho ampliada e aumento de abusos por parte de usuários desde o ataque de 2023.

Outras ações do momento

No dia 26 de novembro, o PCS anunciou greve semelhante em Tate, com mais de 150 atingindo Londres e Liverpool entre 26 de novembro e 2 de dezembro. Trabalhadores de Tate relatam condições de pobreza e insegurança quanto ao futuro de seus empregos. O desfecho das ações em Tate ainda não foi divulgado.

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