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Impulso das igrejas psicodélicas nos EUA com uso de drogas legalizado

Igrejas psicodélicas ganham reconhecimento legal nos EUA; Igreja de Gaia é pioneira ao peticionar à Agência de Fiscalização de Drogas, abrindo caminho para novos reconhecimentos

Psylocybin mushrooms in a humidified monotub in the basement of a private home in Connecticut on 24 December 2023.
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  • A Igreja da Gaia, em Spokane (Washington), recebeu isenção do DEA para usar ayahuasca como sacramento, tornando-se a primeira igreja psicodélica a obter esse visto por meio de petição, sem processo judicial.
  • Desde os anos 2000, quatro organizações já garantiram proteções legais para o uso de psicodélicos; nos últimos dois anos, três novas práticas psicoativas passaram a ser reconhecidas.
  • O movimento envolve centenas de igrejas, com estimativas de que haja mais de quinhentas em atuação nos EUA; muitas surgiram nos últimos anos.
  • Além de ayahuasca, grupos underground utilizam substâncias como LSD, MDMA e substâncias novas, em cerimônias com múltiplos sacramentos em alguns casos.
  • Casos recentes incluem a igreja Singularism, em Utah, que enfrenta ações legais após invasão policial; o líder afirma que o reconhecimento pode se expandir, mas alerta sobre riscos e detenções.

O movimento de igrejas psicodélicas ganha espaço nos EUA, com alguns grupos obtendo reconhecimento legal para usar substâncias controladas em rituais. A igreja Gaia, em Spokane, Washington, oferece ayahuasca aos seus membros como parte de cerimônias espirituais, sob supervisão religiosa.

Connor Mize, líder cerimonial, afirma que a prática é estritamente religiosa e não um entretenimento. A ayahuasca é considerada droga de lista 1, proibida pela maior parte do território americano, mas algumas religiões conseguiram proteções legais para seu uso como sacramento.

A vitória recente da Gaia ocorre após um longo caminho processual. A igreja tornou-se a primeira a obter autorização por meio de petição direta à DEA, sem litígio prévio. O caso destacou um movimento que cresce na interseção entre fé e direito.

Mudanças na forma de buscar proteção legal

Entre 2016 e janeiro de 2024, a DEA recebeu petições de 24 organizações para usos religiosos de substâncias psicodélicas. A Gaia passou por um processo de quase três anos para provar que a ayahuasca seria destinada apenas a fins religiosos e para manter a operação suspensa durante a análise.

Essa via de concessão vem sendo cada vez mais explorada, com alguns desfechos favoráveis em 2021, 2024 e 2025 em estados como Oregon, Arizona e Califórnia. O surgimento de acordos fora de litígio é visto como mudança relevante na jurisprudência.

Conforme especialistas, o caudal de decisões tem encorajado outras comunidades a buscar proteções para práticas religiosas que envolvem plantas ou substâncias controladas. Em muitos casos, a via de negociação com a agência tem se mostrado mais eficiente.

Expansão e riscos no movimento

Estimativas indicam que centenas de igrejas psicodélicas operam de forma irregular no país. O interesse público pelo tema cresce conforme as pesquisas de espiritualidade divergem da prática religiosa tradicional, com parte da população buscando caminhos não tradicionais.

Além da Gaia, outras comunidades religiosas pleiteiam reconhecimentos para o uso de substâncias variadas, incluindo cogumelos, MDMA e substâncias emergentes. Algumas congregações combinam várias substâncias em cerimônias compartilhadas, o que levanta debatedores sobre a legalidade de práticas com múltiplos sacramentos.

Casos conhecidos mostram also que operações podem enfrentar pressões legais e logísticas, como seguros, imóveis e acompanhamento policial. Em Utah, o grupo Singularism foi alvo de uma operação policial após uma denúncia, levando a ações legais em curso sobre o uso de coguminosos.

O fundador do Singularism divulgou que o grupo busca manter a prática de apenas coguminosos, com cerimônias de alto custo financeiro para participantes. O processo envolve disputas judiciais em nível federal, com resultados que podem abrir espaço para novas reconhecimentos de práticas com coguminosos.

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