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Costanza Pascolato analisa como o street style revela a indústria da moda

Street style se consolidou como expressão individual, influenciando as grifes de luxo em meio a ajustes na economia global

Looks usados nas ruas de Copenhague durante a semana de moda da cidade — Foto: Acielle / Style Du Monde
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  • Costanza Pascolato analisa como o street style atual revela a dinâmica da indústria da moda, especialmente em tempos de tensão econômica para o luxo.
  • A adaptação das grifes e equipes criativas é observada durante a temporada de fashion weeks, com foco nas coleções de verão 2026.
  • Em cidades como Copenhague, o street style ganha força como plataforma de expressão individual e de identidade, influenciando tendências.
  • O movimento integra moda casual, sustentabilidade e presença de logotipos, aproximando street style e luxo, além de estimular a experimentação.
  • Lojas vintage e itens de segunda mão ganham espaço, especialmente entre a geração Z, com demanda por peças únicas a preços acessíveis e menor impacto ambiental.

O street style ganha destaque como plataforma de expressão e influência na indústria da moda, enquanto o segmento de luxo encara incertezas econômicas globais. Costanza Pascolato analisa o que as ruas revelam sobre as marcas e o comportamento do consumo.

A observação ocorre à luz das semanas de moda que começam a mostrar as coleções de verão 2026. Designers, CEOs e equipes de marketing tentam manter a atuação sustentável e rentável diante da tensão econômica.

Pascolato aponta que cidades europeias, especialmente Copenhague, ilustram a transformação: roupas que privilegiam individualidade, criatividade e uma conexão entre o casual e o luxo. A urbanidade dita o ritmo das peças.

A pesquisadora destaca o street style como linguagem de identidade e comunicação visual. Looks únicos ajudam a moldar percepções sobre o futuro da moda e da marca, sem depender de protocolos tradicionais.

Segundo ela, a cena nórdica consolidou o que chama de scandi style, com expressão forte e escolhas que diferem de padrões do mainstream. A prática inspira marcas de luxo a incorporar elementos das ruas.

A análise aponta ainda uma virada do mercado para o guarda-roupa como repertório social. Ativismo e pertencimento ganham espaço, com roupas usadas servindo como sinais de grupo e posição.

Especialistas citados observam que o século 21 trouxe integração entre street style e luxo. Logotipos, bonés e itens casuais passam a conviver com itens de alto valor, ampliando possibilidades de design.

O texto ressalta o crescimento de lojas vintage e de peças de segunda mão. Esse movimento abastece consumidores da geração Z, que buscam sustentabilidade, exclusividade e preços mais acessíveis.

Conforme a autora, esse dinamismo alimenta a cultura varejista tradicional. Lojas de luxo adotam araras vintage, enquanto marcas eco-friendly costuram propostas com referências de outras épocas.

A reflexão de Pascolato reforça que o street style, antes nicho, tornou-se elemento relevante na economia da moda. O fenômeno influencia compras, colaborações e estratégias de marca em grande escala.

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