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Do Jesus do Camarão a tratores eróticos: como IA viral tomou a internet

Ghiblification aumenta IA de baixa qualidade, com violações de direitos e monetização agressiva, desafiando plataformas e políticas de moderação

Composite of Shrimp Jesus, Nayib Bukele, Justin Bieber and Super Cat League.
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  • Em 2024, conteúdos gerados por IA ganharam visibilidade, com exemplos virais como shrimp Jesus e vídeos de idosas celebrando 122 anos, inaugurando o subgênero “AI slop”.
  • Em 2025, cresce a “Ghiblification”, com imagens no estilo Miyazaki impulsionadas por ferramentas como GPT‑4o, acompanhada de debates públicos sobre IA e declarações de figuras do setor.
  • O fenômeno ganha força com conteúdos cada vez mais próximos de violar direitos autorais e monetização agressiva de criadores de AI slop, incluindo temas eróticos ou de humor duvidoso.
  • Casos mostrados incluem imagens de deportações no estilo Studio Ghibli, vídeos de pessoas obesas em Olimpíadas, itens domésticos como pressure cookers explodindo e, em nichos, temas como “erotic tractors”.
  • O YouTube afirma que IA é apenas uma ferramenta e que a plataforma busca conteúdo de qualidade, removendo o que viola diretrizes, diante de relatos de monetização e forte variação de políticas de remoção.

Em 2025, houve um aumento significativo de conteúdos gerados por IA que imitam o estilo de Miyazaki, fenômeno chamado Ghiblification. Ferramentas como GPT-4o facilitaram a produção de imagens e vídeos com estética de Studio Ghibli. Motivo: facilidade de criação e monetização rápida.

A propagação ocorreu em plataformas de redes sociais, impulsionada por criadores que buscam engajamento e receita com conteúdos de baixa complexidade. Entre os alvos da polêmica estão obras, declarações e figuras públicas envolvidas no tema. A explicação aponta para uma economia digital dominada por grandes empresas de tecnologia.

O caso ganhou atenção após divulgações de imagens com estilo Ghibli de deportações e figuras públicas, geradas com IA. Entre os protagonistas estão Sam Altman, CEO da OpenAI, que se envolveu publicamente na tendência, e Miyazaki, que crítica o uso da IA na criação artística.

Em resposta, Miyazaki afirmou que não apoiaria a incorporação de IA em seu trabalho. A discussão envolve direitos autorais, ética e limites criativos. Além disso, surgiram conteúdos nocivos e violação de direitos autorais associados a esse tipo de produção.

O que mudou no tipo de conteúdo

Conteúdos de “AI slop” passaram a explorar temas como personagens e situações inverossímeis, com foco em virilidade, humor surreal e cat meme. A variedadeinclui vídeos de pessoas geradas por IA, animais e cenas fora de contexto.

Outra linha em ascensão envolve figuras públicas em contextos imaginários, com uso de estilos visuais reconhecíveis. Observa-se também uma monetização agressiva, com criação rápida de vídeos de baixa qualidade para gerar visualizações.

A mudança tecnológica foi potencializada pela liberação de geradores de imagem alimentados por IA. Plataformas declararam que o objetivo é manter a qualidade de conteúdo e cumprir diretrizes, removendo material que viole políticas.

Impactos e perspectivas

Especialistas ressaltam que a onda reflete não apenas avanços tecnológicos, mas um modelo econômico que favorece conteúdos virais. A circulação de conteúdos gerados por IA acessíveis amplia a globalização da produção criativa.

Profissionais da área apontam que, apesar das melhorias técnicas, ainda há limites éticos e legais a serem discutidos. A tendência indica que a influência de grandes plataformas deve permanecer forte nos próximos anos.

Fontes consultadas citam que a prática envolve desde jovens criadores até artistas já estabelecidos, com variações regionais. A lucratividade depende da capacidade de monetizar, o que nem todos obtêm plenamente.

A assessoria da OpenAI informou que a IA é uma ferramenta e que conteúdo deve cumprir as diretrizes de cada plataforma. A mensagem reforça que não há aprovação institucional a preferir conteúdos de IA sem critérios claros.

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