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Operação contra agressores de mulheres prende mais de 230 em SP

Operação da Polícia Civil de São Paulo prende 233 agressores; mira 1,4 mil mandados por descumprimento de medidas protetivas, em meio ao aumento de feminicídio

Operação em SP cumpre mais de 1,4 mil mandados de prisão contra agressores de mulheres. Créditos: Reprodução/TV Globo
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  • Nesta terça-feira (30), a Polícia Civil de São Paulo prendeu pelo menos 233 agressores de mulheres, em operação que mira cerca de 1,4 mil mandados.
  • A ação mobilizou cerca de 1,5 mil policiais, com foco no descumprimento de medidas protetivas.
  • Os detidos estavam condenados ou descumpriam medidas cautelares, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
  • Dados do Instituto Sou da Paz mostram aumento de 10,1% nos feminicídios no estado entre janeiro e outubro deste ano, com a capital respondendo por grande parte desse crescimento (alta de 23,3%).
  • A capital paulista ficou, estatisticamente, responsável por cerca de um quarto dos feminicídios consumados no estado; o caso recente envolvendo Tainara Souza Santos também é citado entre os acontecimentos de violência.

Nesta terça-feira (30), a Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação que resultou na prisão de 233 suspeitos de agredir mulheres. A operação mira o cumprimento de cerca de 1,4 mil mandados de prisão ou de busca e apreensão, com ênfase no descumprimento de medidas protetivas.

Ao todo, 1,5 mil policiais participaram da ação, iniciada na noite de segunda-feira (29). Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os detidos estavam condenados ou descumpriam medidas cautelares.

A operação ocorre em meio a dados de aumento da violência contra mulheres no estado, com elevação no feminicídio. Balanço aponta 10,1% de alta de feminicídios entre jan-out, comparando 2025 com 2024, com 207 casos no ano em curso.

Contexto de violência contra mulheres

O levantamento mostra que a capital teve alta expressiva de homicídi​os motivados por misoginia, respondendo por cerca de 23,3% dos feminicídios consumados no estado. A cidade registra um quarto do total estadual neste período.

Entre os casos recentes, destaca-se o episódio envolvendo Tainara Souza Santos, assassinada após atropelamento e arrastamento. A vítima permaneceu 25 dias internada, tendo as pernas amputadas pela gravidade dos ferimentos.

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