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Aplicativo chinês monitora pessoas que vivem sozinhas e ganha popularidade

Aplicativo chinês "Você Morreu?" ganha popularidade entre quem vive sozinho; dispara alerta ao contato de emergência se não houver login em 48 horas, gerando controvérsia sobre o nome e o custo

Usuário de smartphone segura aparelho, em Belo Horizonte, em agosto de 2025. — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • O aplicativo “Você Morreu?” da Moonscape Technologies dispara um alarme se o usuário não fizer login a cada 48 horas e, desde domingo, está entre os mais vendidos na loja de iOS na China.
  • O nome chinês “sileme” é um trocadilho com um popular app de entrega de comida e pode ser traduzido como “Você Morreu?” ou simplesmente “Morreu?”; o ícone mostra um fantasma e o serviço pede o nome e o e-mail de um contato de emergência.
  • Em versão internacional, se o usuário não fizer login por dois dias, o sistema envia um e-mail para o contato de emergência.
  • Em Pequim, alguns potenciais usuários contestaram o preço — oito yuans —, dizendo que seria mais acessível testar com menos dinheiro e que o nome pode soar violento.
  • Dados de 2024 indicam que cerca de vinte por cento dos lares chineses vivem sozinhos; há debate sobre manter ou mudar o nome para “Está Vivo?”; o criador disse que avaliaria seriamente a mudança.

O aplicativo chinês Você Morreu? virou sucesso de downloads na loja de iOS desde o último fim de semana, mesmo gerando controvérsia pelo nome. Criado pela Moonscape Technologies, ele funciona como uma ferramenta de segurança para quem vive sozinho, buscando facilitar a monitorização em caso de emergências.

A ideia é simples: ao instalar, o usuário cadastra seu nome e um contato de emergência. Se não houver login no app por 48 horas, o sistema envia um alerta ao contato designado. Em sua versão internacional, o recurso é descrito como uma forma de avisar familiares caso a pessoa não esteja mais disponível.

No mercado chinês, o nome em mandarim, que funciona como um trocadilho com um popular serviço de entrega, pode soar provocativo. O ícone do app é um fantasma, o que agrada alguns usuários, mas causa ressalvas a outros que consideram o tema pesado demais para o vocabulário cotidiano.

O debate sobre a adesão ao app ganhou espaço público. Usuários em Pequim indicaram ceticismo quanto ao custo, com relatos de que o preço atual de oito yuans pode afastar interessados, ainda que haja disposição para testar com valores menores. A percepção sobre o nome também diverge entre potenciais consumidores.

Dados oficiais divulgados em 2024 mostram que cerca de 20% dos lares na China são formados por pessoas que vivem sozinhas, alta em relação aos 15% de uma década atrás. Esse contexto ajuda a explicar o interesse pelo recurso de monitoramento.

Reações de figuras públicas também entraram no debate. Um ex-editor de veículo estatal sugeriu que o aplicativo poderia ganhar aceitação se fosse renomeado para está vivo?, argumentando que o foco no bem-estar dos idosos poderia aumentar a tranquilidade dos usuários. A empresa responsável pondera a possibilidade de alteração de nome, sem confirmar mudanças.

Ainda há quem veja valor no conceito de enfrentar abertamente o tema da mortalidade, destacando potenciais benefícios de segurança para públicos específicos. A empresa disse que avalia seriamente uma mudança de marca, sem esclarecer prazos ou detalhes.

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