- Investigadores identificaram um elo defeituoso nas railagens, um encaixe conhecido como fishplate, que apresentava desgaste e criou uma lacuna entre as seções da linha, segundo fonte familiarizada com as investigações iniciais.
- A lacuna aumentou à medida que os trens passaram pela região, e os técnicos consideram o elo defeituoso essencial para determinar a causa exata do acidente.
- O acidente ocorreu perto de Adamuz, na província de Córdoba, a cerca de 360 quilômetros ao sul de Madrid, resultando em pelo menos 39 mortos.
- O trem operado pela Iryo foi o segundo a derreter, com o último dos carros — o oitavo — saindo dos trilhos e levando os demais a tombar; a Iryo é operadora privada, majoritariamente controlada pelo grupo ferroviário estatal italiano Ferrovie dello Stato.
- A linha tinha passado por renovação completa em maio do ano passado; a Hitachi Rail realizou inspeção de rotina na aeronave em 15 de janeiro e não encontrou anomalias.
Ontem, um trem de alta velocidade sofreu uma derailação perto de Adamuz, na província de Córdoba, no sul da Espanha, levando à morte de pelo menos 39 pessoas. Um segundo trem freou no que parecia ser uma colisão com os vagões derrubados. A investigação foca nas causas técnicas.
Técnicos no local identificaram desgaste em uma junta entre trechos de trilho, conhecida como fishplate, sugerindo que o problema já existia há algum tempo. A junta defeituosa formou um vão entre as peças que se ampliou com o tráfego.
O acidente ocorreu com o trem operado pela Iryo, companhia de capital espanhol com participação majoritária da Ferrovie dello Stato italiana. Os técnicos indicam que o vão impactou a passagem dos primeiros vagões, levando à derrocada dos últimos.
O governo espanhol acompanha a análise. O primeiro-ministro Pedro Sánchez e o ministro dos Transportes, Oscar Puente, estiveram no local, com Sánchez adiando viagem ao Fórum de Davos. Puente sinalizou que a linha foi renovada recentemente.
O CIAF, órgão espanhol responsável pela investigação de acidentes ferroviários, coordena o apurado. A Adif, operador da infraestrutura, e o Ministério dos Transportes não comentaram oficialmente até o momento.
A Hitachi Rail, fabricante do trem Frecciarossa 1000, informou ter realizado inspeção de rotina no dia 15 de janeiro e não encontrou anomalias. A operação é de propriedade da Iryo, que opera a composição envolvida.
Avanços iniciais indicam que o relatório definitivo depende da reconstituição da rota e de dados técnicos dos trilhos. As autoridades não divulgaram prazos para divulgação de conclusões.
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