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Anac propõe regras mais específicas para reduzir judicialização no setor aéreo

Anac propõe regras mais específicas para reduzir judicialização no setor aéreo ao atualizar a Resolução 400, com consulta pública e retirada do direito à comunicação

ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil do Aeroporto Internacional São Paulo - Cumbica (GRU), em Guarulhos — Foto: Celso Tavares/G1
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  • A Anac propõe tornar mais específicas as regras da Resolução nº 400 para reduzir a judicialização no setor aéreo, atualizando direitos de passageiros.
  • A ideia é esclarecer regras em casos de atraso ou cancelamento causados por imprevistos fora do controle das companhias, como mau tempo.
  • Hoje, o Código Brasileiro de Aeronáutica aponta que não há responsabilidade civil das empresas nesses casos, comissionando a necessidade de assistência aos passageiros.
  • A Anac pretende retirar o direito à comunicação (internet/telefone) entre as medidas de assistência, mantendo as demais: alimentação e hospedagem conforme o tempo de espera.
  • A proposta está sujeita a consulta pública; o Brasil concentra mais de noventa por cento das ações judiciais do setor, embora responda por cerca de três por cento do tráfego aéreo mundial.

A ANAC propõe regras mais específicas para reduzir a judicialização no setor aéreo. A ideia é atualizar a Resolução nº 400, que trata dos direitos e deveres de passageiros e companhias. A medida visa maior uniformidade na aplicação das regras. A consulta pública ainda será aberta.

O objetivo é esclarecer situações de atraso ou cancelamento provocadas por imprevistos fora do controle das empresas, como mau tempo. A proposta mantém a diretriz de que, mesmo nesses casos, as companhias devem oferecer assistência material aos passageiros.

Atualmente, o Código Brasileiro de Aeronáutica estabelece que eventos fortuitos ou de força maior não geram responsabilidade civil pelos atrasos ou cancelamentos. A ANAC avalia tornar as regras mais explícitas sem ampliar direitos já existentes.

O que muda na prática

A ANAC planeja manter a maior parte das obrigações de assistência, com exceção da previsão de direito à comunicação. A agência sustenta que esse item está defasado e pode ser retirado, mantendo as demais medidas de apoio aos passageiros.

A proposta também prevê informações mais claras sobre motivos do atraso, novo horário estimado, opções de reacomodação e orientações para acesso à assistência. A comunicação passará a ocorrer por canais acessíveis.

Segundo a ANAC, o Brasil concentra mais de 90% das ações judiciais contra companhias aéreas, mesmo respondendo por cerca de 3% do tráfego global. A modernização visa reduzir a judicialização sem retirar direitos.

O diretor-presidente Tiago Faierstein afirmou que a reforma não retira direitos do passageiro. A ANAC argumenta que o objetivo é tornar regras mais objetivas e fáceis de aplicar pelos operadores e pelo Judiciário.

A consulta pública deverá definir detalhes de aplicação, prazos e mecanismos de fiscalização. A proposta busca equilíbrio entre transparência para passageiros e previsibilidade para empresas.

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