- Ben Tsai, de 44 anos, foi preso em Bothell, subúrbio de Seattle, Washington, após alegadamente esconder uma câmera no banheiro de um Starbucks em Kirkland.
- Segundo autoridades, Tsai disse ter colocado câmeras em banheiros dezenas de vezes em locais públicos e no seu local de trabalho.
- Tsai era diretor de engenharia no escritório de Bellevue da The Pokémon Company; a empresa informou que ele não faz mais parte da companhia desde o início deste mês.
- A polícia de Bellevue afirmou não ter recebido relatos de voyeurismo envolvendo Tsai na empresa, mas pediu que qualquer informação fosse comunicada às autoridades.
- A investigação aponta que Tsai foi identificado após pagar um café com cartão de crédito no Starbucks; a polícia apreendeu equipamentos e um disco rígido em sua casa; o julgamento está marcado para março.
Um homem de 44 anos foi preso em Bothell, região metropolitana de Seattle, por suposta ocultação de câmeras em banheiros. A prisão ocorreu no início deste mês após ele ter instalado câmeras em um banheiro de uma Starbucks em Kirkland, cidade vizinha.
Segundo as autoridades, o investigado afirmou ter instalado câmeras em banheiros em dezenas de locais públicos, incluindo supermercados e o local de trabalho. A identidade do empregador não foi mencionada nos documentos judiciais, mas a última ocupação conhecida seria na The Pokémon Company, com base em um perfil removido de LinkedIn.
A The Pokémon Company confirmou ao Seattle Times que o homem não trabalha mais na empresa desde o início deste mês, e afirmou cooperar com as autoridades. O ex-funcionário ocupava o cargo de diretor de engenharia no escritório de Bellevue. A polícia não recebeu relatos de voyeurismo na empresa e orientou que denúncias adicionais sejam feitas à delegacia.
Detalhes do caso e andamento da investigação
De acordo com a apuração da Seattle Times, o ocorrido veio à tona após o homem pagar uma bebida em uma Starbucks com cartão de crédito, levando a uma coleta de evidências. Ele admitiu ter instalado câmeras em diversos locais, com a estimativa de “não mais de cinquenta vezes”; afirmou que não vendeu nem repassou as imagens e que o interesse era principalmente pela comunidade trans.
Os investigadores indicaram que o suspeito também informou ter instalado uma câmera no banheiro de seu local de trabalho. Um relatório policial registra que, ao ser questionado sobre a presença de colaboradores trans na empresa, o suspeito confirmou a existência de tais pessoas no local.
Pelo menos equipamentos e um disco rígido foram apreendidos na residência do acusado. O caso está sob análise do poder judiciário e a data do julgamento foi fixada para março.
Entre na conversa da comunidade