- Um homem cego, Abdul Eneser, caiu da plataforma 14 da estação Manchester Piccadilly por falta de sinalização tátil, ficando próximo ao trilho enquanto um trem de carga se aproximava.
- Eneser conseguiu se puxar de volta para a plataforma pouco antes da passagem do trem, ficando ferido nos joelhos, mãos e pescoço.
- Ele recebeu vinte e oito mil libras em indenização da Network Rail após uma batalha jurídica de três anos, apesar da empresa não admitir responsabilidade.
- A ação sustentou que a Network Rail violou a Equality Act de dois mil e dez e a Occupiers’ Liability Act de mil novecentos cinquenta e sete ao não oferecer adaptações para pessoas com deficiência, como a sinalização tátil.
- Em dois mil e vinte e cinco, a Network Rail informou ter instalado sinalização tátil em toda a rede após a morte de outro homem cego, em mil oitocentos vinte. Eneser defende acessibilidade maior e propostas como chat ao vivo e botão de ajuda visível na entrada de cada estação.
Abdul Eneser, cego, caiu da plataforma 14 do Manchester Piccadilly e ficou sobre as obras, sem sentir a distância do edge. A queda aconteceu após atraso de um trem; ele conseguiu se puxar de volta ao totem da plataforma um minuto antes da passagem da locomotiva. O episódio ocorreu devido à ausência de faixa tátil para orientar quem não enxerga.
Eneser ingressou com ação contra Network Rail, com apoio de Leigh Day, após três anos de batalha legal. A empresa não reconheceu responsabilidade, mas concordou com uma indenização de £18.000. O caso envolve falha no atendimento a pessoas com deficiência, conforme alegado pelo processo judicial.
Contexto e desdobramentos
O episódio ocorreu quando o serviço de assistência ao passageiro falhou em acompanhar o usuário após atraso, com funcionários já tendo ido embora. Em 2010, leis de igualdade e de ocupação foram citadas na defesa pela falta de ajustes razoáveis para deficientes.
Em julho de 2025, a Network Rail informou ter instalado faixa tátil em toda a rede, após a morte de Cleveland Gervais, em 2020, relacionada à ausência da sinalização. Eneser afirma que a acessibilidade deve abranger todo o sistema ferroviário e que operadores precisam dialogar com pessoas com experiência de vida.
O réu viu a indenização como etapa de reconhecimento, não como culpa declarada. O objetivo de Eneser é ampliar a comunicação com o público e melhorar ajustes como sinal de assistência em viagens. Ele destaca a importância de evitar situações de risco para viajantes com visão reduzida.
Eneser também aponta medidas como um chat ao vivo no app de assistência ao passageiro e um botão de ajuda na entrada de cada estação, para facilitar o contato com a equipe. Ele diz que o foco é evitar recorrências e ampliar a confiança de viajantes com deficiência visual.
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