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Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela ocorre em São Paulo

Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela ocorre neste sábado em São Paulo, com vacinação gratuita em unidades de saúde das 8h às 17h e CEUs, focando casos importados e reforço vacinal

Foto: Marcelo Loli/MS
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  • O Ministério da Saúde promove neste sábado, 24, o Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela na capital paulista, com participação do ministro Alexandre Padilha e parceria com a prefeitura.
  • As vacinas são gratuitas em todas as unidades de saúde da cidade, das 8h às 17h, e em Centros Educacionais Unificados (CEUs) e pontos estratégicos das 9h às 16h; sarampo é para 12 meses a 59 anos e febre amarela para 9 meses a 59 anos.
  • O governo enviou mais de 7,3 milhões de mensagens por WhatsApp para incentivar moradores de São Paulo com esquema vacinal incompleto.
  • Em 2025, foram confirmados dois casos importados de sarampo no Brasil, sem registros de casos secundários até o momento; a atuação de vigilância tem garantido rápida contenção.
  • No combate à febre amarela, não há casos em humanos até o momento, mas houve identificação de casos em primatas; São Paulo participa com reforço da vacinação para evitar surtos.

O Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, realiza neste sábado, 24, o Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela na capital paulista. A ação conta com a presença do ministro Alexandre Padilha e visa reforçar o bloqueio do sarampo após dois casos importados em 2025, controlados pela vigilância.

As vacinas estarão disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde da cidade, das 8h às 17h. Pontos como CEUs funcionarão das 9h às 16h. A vacinação contra sarampo é para pessoas de 12 meses a 59 anos, e a de febre amarela para indivíduos de 9 meses a 59 anos.

Além da rede básica, a ação envolve outros pontos estratégicos para ampliar o alcance. O Governo Federal enviou mais de 7,3 milhões de mensagens por WhatsApp para orientar adultos com esquemas vacinais incompletos residentes em São Paulo.

Dados e contexto epidemiológico

A principal preocupação com o sarampo é a entrada do vírus por meio de surtos em países vizinhos e, em especial, pela circulação internacional. Em 2025, foram notificados dois casos importados, sem registro de transmissão secundária até o momento.

Para febre amarela, o foco é manter a proteção de quem recebeu dose fracionada em 2018 e reforçar a imunização em quem não está vacinado. O SUS informa que a oferta de vacinas é regular e com estoques garantidos.

São Paulo foi escolhido pela combinação de critérios epidemiológicos e fluxo internacional, com grandes aeroportos que elevam o risco de importação. A vigilância, busca ativa e bloqueio vacinal estão sendo reforçados desde dezembro.

Situação nacional e estadual

O Brasil é reconhecido pela Opas como país livre do sarampo desde 2024, após recuperação do certificado. Em 2025, houve 38 casos importados no país, todos ligados a viagens ou a áreas com baixa cobertura vacinal, sem disseminação interna confirmada.

Quanto à febre amarela, entre julho de 2024 e junho de 2025 foram 122 casos em humanos, com 48 óbitos no Brasil. São Paulo registrou 62 casos e 35 mortes nesse período, com 39 ocorrências em primatas não humanos no monitoramento mais recente.

No município de São Paulo houve surto de febre amarela entre 2017 e 2018, quando cerca de 5 milhões receberam dose fracionada. Atualmente a distribuição é regular, e o reforço da vacinação busca proteção duradoura.

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