- Chefe de um esquema de gatonet em Penápolis teve pena ampliada para 7 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, após ser condenado por liderar a atividade entre 2017 e 2021.
- O serviço ilegal era oferecido pelo site Control IPTV e gerenciado via meupainel.me, envolvendo outros sites ilegais e cerca de dezessete mil usuários, com faturamento anual estimado em 5,2 milhões de reais.
- A Justiça indicou ocultação de 13 milhões de reais por meio de empresas de fachada, uso de patrimônios em nomes de terceiros e várias transferências para dificultar o rastreamento do dinheiro.
- Bens de alto valor foram comprados com o dinheiro do esquema, incluindo um imóvel de 1,1 milhão de reais e quatro carros de luxo (dois BMW, um Porsche e um Land Rover); um veículo foi registrado em nome de um terceiro, e os demais em nome de uma empresa de fachada.
- Outras quatro pessoas envolvidas no esquema já foram condenadas, a cinco anos e nove meses de prisão em regime semiaberto, e também podem recorrer.
O líder de um esquema de gatonet foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão em regime fechado após movimentar cerca de R$ 5 milhões por ano entre 2017 e 2021, em Penápolis, interior de São Paulo. A Justiça ampliou a pena de 6 anos e 8 meses para o total de 7 anos e 6 meses, mantendo a possibilidade de recurso.
Segundo a sentença, o grupo oferecia serviços ilegais de TV por assinatura por meio do site Control IPTV, com pacotes que incluíam canais, filmes e séries sob demanda sem autorização dos detentores de direitos. A operação integrava uma central de gerenciamento de pagamentos associada a diversos sites de IPTV.
A avaliação indica que a operação contava com cerca de 17 mil usuários únicos e faturamento anual estimado em R$ 5,2 milhões. O dinheiro foi ocultado por meio de empresas de fachada, transferências e bens em nomes de terceiros, segundo a Justiça.
Envolvidos
Além do alvo principal, a Justiça identificou a participação de mais quatro homens no esquema, todos já condenados em dezembro. Cada um recebeu pena de 5 anos e 9 meses em regime semiaberto e pode recorrer.
Entre os bens adquiridos com o dinheiro do esquema estão um imóvel de R$ 1,1 milhão e quatro veículos de luxo: dois BMW, um Porsche e um Land Rover. Um dos carros ficou registrado em nome de terceiros, que também foi condenado.
A Justiça destacou ainda que parte dos bens foi registrada em nomes de empresas de fachada, com registros em diferentes vias legais. O caso permanece aberto para recursos e desdobramentos judiciais.
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