- Sadie Frost afirmou em tribunal de alta corte que houve “preço na minha cabeça” colocado pelo editor do Daily Mail, por alegação de uso repetido de informações obtidas de chamadas privadas e registros sensíveis.
- Frost acusa a Associated Newspapers Ltd de usar obtenção de informações de forma ilegal para veicular onze reportagens entre 2000 e 2010, além de duas tentativas de obtenção de informações sem vir a publicar.
- Um email de abril de 2006 do hacker de telefone condenado, Greg Miskiw, citado no processo, relata conversa entre Frost e a antiga babá e aponta interesse de um jornalista do Mail on Sunday em uma história sobre ela.
- A defesa das versus sustenta que as citações teriam vindo de interceptação de mensagens de voz, com Miskiw perguntando a um jornalista se havia interesse em Frost, e a jornalista confirmando.
- A Associated Newspapers Ltd nega as acusações, classificando-as como “deslavadias” e sem provas, dizendo que as informações teriam sido obtidas por meios legais; o processo envolve também outras personalidades, como o príncipe Harry e Elizabeth Hurley.
Sadie Frost relatou ao High Court que houve uma “cobrança de preço pela minha cabeça” por parte do editor do Daily Mail, em acusação de uso repetido de informações obtidas em ligações privadas e dados sensíveis. Ela pediu que a corte avaliasse sete ações contra a Associated Newspapers Ltd (ANL).
A atriz afirmou ter ficado horrorizada ao receber um e‑mail indicando que um jornalista do Mail on Sunday estaria interessado em informações sobre ela, supostamente confirmadas por um hacker condenado. A declaração integra uma ação coletiva que envolve diversas pessoas.
Frost está entre sete demandantes que alegam uso de obtenção ilegal de informações para viabilizar reportagens. Entre os demais queixosos estão Prince Harry, Elizabeth Hurley, Doreen Lawrence, Elton John, David Furnish e o ex‑deputado Simon Hughes.
A ação envolve 11 reportagens veiculadas entre 2000 e 2010, além de duas tentativas de obtenção de informações sem publicação. Um dos casos mencionados envolve uma gravidez ectópica ocorrida em 2003.
Segundo a defesa da ANL, as acusações são consideradas “inusitadas” e “absurdas”, com pouca evidência de que as histórias tenham sido obtidas ilegalmente. Alega-se que jornalistas teriam obtido informações por meios legais e fontes confiáveis.
O time jurídico de Frost apresenta documentos para sustentar as alegações, incluindo trechos de uma troca entre o hacker Miskiw e um jornalista, que seria questionado sobre interesse na jornalista Sadie Frost, com resposta afirmando curiosidade.
Frost declarou, em testemunho, que ficou devastada com a possibilidade de ter informações privadas da família divulgadas, inclusive sobre a saúde do filho, e que buscou orientação jurídica para entender o que teria ocorrido.
Provas e respostas em debate
A audiência ainda analisa o alcance da suposta interceptação de mensagens de voz e a origem de dados médicos usados pela imprensa, além de questionar a eventual participação de familiares no repasse de informações. O caso segue em tramitação.
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