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Rayane Figliuzzi vira ré por caso de racismo ligado a Carnaval 2026

Justiça do Rio aceita denúncia contra Rayane Figliuzzi por crime contra as relações de consumo, após interdição de clínica ligada a episódio de racismo

Afastada do Carnaval 2026 após denúncia de racismo, Rayane Figliuzzi vira ré por crime contra relações de consumo
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  • A Justiça do Rio aceitou a denúncia e Rayane Figliuzzi tornou-se ré por crime contra as relações de consumo, após procedimento ligado à sua clínica de estética e bronzeamento ter sido interditado em dezembro de dois mil e vinte e cinco.
  • A Operação conjunta da Delegacia do Consumidor (Decon) e da Vigilância Sanitária identificou produtos mal acondicionados, materiais sem identificação e resíduos infectantes sem descarte adequado.
  • O Ministério Público enquadrou o caso no artigo sete, inciso IX, da Lei número oito mil ciento trinta e sete/1990, com pena prevista de dois a cinco anos de detenção e multa; a promotoria avaliou a conduta como culposa.
  • A denúncia foi apresentada após o afastamento de Rayane da posição de musa da Unidos de Vila Isabel, decisão anunciada em oito de dezembro de dois mil e vinte e cinco, em meio a repercussões de episódio de injúria racial envolvendo sua equipe.
  • O processo tramita na segunda vara criminal de Jacarepaguá; até o momento, a equipe de Rayane não se manifestou.

Rayane Figliuzzi, atual namorada do cantor Belo, tornou-se ré em um processo por crime contra as relações de consumo. A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público, pouco tempo depois de seu afastamento como musa da Unidos de Vila Isabel.

Afastada do posto em 8 de dezembro de 2025, a escola informou que não havia como cumprir agendas e compromissos. A decisão veio após repercussões de um episódio de racismo envolvendo a equipe de Rayane, registrado na cidade de São Paulo.

Origens do caso e desdobramentos

O episódio envolveu um jantar em 1º de dezembro de 2025, em um restaurante japonês, com Rayane, Belo e duas assessoras. Houve uma discussão entre funcionárias, com ofensa racista e derramamento de bebida, levando a Juliana Palmer a registrar ocorrência e buscar atendimento médico.

Segundo o G1, o registro foi encaminhado à Decradi-RJ, com acompanhamento da Polícia Civil de SP. Juliana afirmou ter recebido apoio de Belo, que a teria defendido; Rayane não estava à mesa no momento das ofensas, segundo conta a jornalista.

Reação institucional e impacto no Carnaval

A Vila Isabel divulgou nota pública, cobrando respeito e deixando claro repúdio a preconceitos. Capitão Guimarães, patrono, destacou que preconceito é burrice, enquanto Luiz Guimarães, presidente da escola, afirmou que a agremiação não tolera discriminação.

O caso ganhou relevância por afetar o enredo de Carnaval de 2026 da Vila Isabel, que homenageia a ancestralidade africana e o sambista Heitor dos Prazeres. A relação entre os episódios de racismo e a trajetória da escola ganhou contornos públicos.

Denúncia recebida e colocação de Rayane como ré

Após a repercussão, Rayane foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. A denúncia foi decorrente de uma operação conjunta da Decon e da Vigilância Sanitária, que interditou a clínica de estética e bronzeamento deRayane em dezembro de 2025.

A Justiça da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá aceitou a denúncia em 8 de janeiro de 2026, tornando Rayane e uma funcionária rés no processo. O MP enquadrou o caso como crime contra as relações de consumo, com pena prevista de 2 a 5 anos de detenção e multa.

Situação atual e próximos passos

A defesa de Rayane não informou posicionamento público sobre o processo. Não houve manifestação da equipe da influenciadora até o fechamento desta edição. O andamento do caso segue sob acompanhamento da Justiça fluminense.

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