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Homem da Virgínia condenado por matar esposa e outro homem com au pair

Homem da Virgínia é considerado culpado pela morte da esposa e de outra pessoa, em esquema para eliminar a vítima durante affair com a au pair

Brendan Banfield in Fairfax county circuit court in Fairfax, Virginia, on 14 January.
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  • Brendan Banfield, ex-oficial da Receita Federal, foi considerado culpado pelo assassinato de sua esposa, Christine Banfield, e de outro homem, Joseph Ryan, em suposta montagem para livrar a esposa.
  • Juliana Magalhães, au pair brasileira que mantinha relacionamento com Banfield, já havia se declarado culpada de homicídio culposo em 2024 e testemunhou contra o ex-companheiro.
  • A defesa afirmou que Magalhães e Banfield teriam usado um site de fetiches para atrair Ryan à residência, fingindo que Christine era a vítima de um ataque com faca.
  • A promotoria apresentou evidências adicionais, incluindo testemunhos e vestígios de sangue que, segundo a acusação, indicariam que Christine derramou sangue em Ryan durante o suposto ataque.
  • Banfield pode enfrentar prisão perpétua na sentença; Magalhães pode deixar o caso com tempo já cumprido, dependendo da decisão judicial.

Brendan Banfield, ex-fiscal da Receita Federal, foi considerado culpado nesta segunda-feira pelo assassinato de sua esposa, Christine Banfield, e de Joseph Ryan, que segundo registros foi atraído à residência do casal como cúmplice para um suposto argumento de uso de violência. A acusação sustenta que Banfield montou o plano para se livrar da esposa com a ajuda de Juliana Magalhães, a au pair brasileira que mantinha relacionamento extraconjugal com Banfield.

Segundo o Ministério Público, a história apresentada por Banfield não resistiu aos detalhes apresentados em tribunal. Magalhães admitiu ter participado do crime e relatou que, juntos, teriam usado um site de fetiches para atrair Ryan à casa e simular um ataque com faca, fingindo que o intruso atacava Christine Banfield.

Caso e testemunhos

A defesa argumentou que o testemunho de Magalhães não era confiável, pois ela colaborava com os procuradores para reduzir a pena. Banfield negou as acusações, afirmando que o depoimento era surreal. A promotoria destacou ainda evidências que vão além do testemunho, como vestígios de sangue que, conforme peritos, sugerem que sangue de Christine Banfield respingou em Ryan.

A auditoria interna da polícia também veio a tona durante o julgamento, com divergências sobre a veracidade da impersonificação de Christine Banfield em redes sociais supostamente usadas no caso. Um policial relacionado a essa análise foi transferido, segundo a defesa, como punição por discordar do ponto de vista da instituição.

Julgamento e perspectivas

O júri levou quase nove horas para chegar ao veredito, distribuídas em dois dias de deliberação. Banfield enfrenta a possibilidade de prisão perpétua em regime fechado na sentença. Magalhães deve ser pronunciada separadamente, com possibilidade de cumprir pena já cumprida.

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