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Moradores temem projeto de duto de 200 km

Moradores de Wirral ficam alarmados com o duto de 200 km para armazenar CO₂ sob o Mar Irlandês, alegando falta de informação e impactos locais

Peak Cluster chief executive John Egan has claimed the land would be "restored" after the project is complete
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  • O projeto Peak Cluster pretende instalar um gasoduto de 200 quilômetros pela península de Wirral, para transportar CO₂ de quatro produtores de cimento e cal e armazenar sob o Mar da Irlanda, em uma das maiores iniciativas de descarbonização de cimento já planejadas.
  • A Peak Cluster afirma que, ao fim da construção, a maior parte do terreno será restituída ao estado anterior, com o duto operando sob regulamentação de segurança similar a outros gasodutos.
  • O projeto deve gerar cerca de 300 empregos e prevê também uma instalação em terra em Meols para comprimir o gás antes do armazenamento.
  • Moradores formaram o grupo No CO2 Pipeline Wirral para oposição, relatando que muitos receberam panfletos apenas alguns dias antes de reuniões públicas e que se sentiram angustiados e isolados.
  • Críticos, incluindo o vereardor conservador Max Booth, sustentam que há riscos de vazamentos de CO₂ próximos a áreas residenciais, fauna e paisagens costeiras, e que a “visão de venda” apresentada pelo projeto não mostra impactos reais.

A comunidade de Wirral está mobilizada contra um projeto de gasoduto de CO2 com 200 km de extensão, previsto para passar sob a península. O Peak Cluster Project visa deslocar emissões de quatro produtores de cimento e cal do Peak District e armazená-las sob o Mar Irlandês, em uma iniciativa de descarbonização considerada pelo governo como a maior do tipo na indústria de cimento.

Segundo moradores, o grupo local No CO2 Pipeline Wirral foi criado após enviou-se panfletos informativos aos moradores da área de influência. Alguns receberam, outros não, em uma semana anterior às reuniões públicas realizadas no fim de semana passado.

Os residentes relatam insegurança e raiva diante do projeto, com participação alta nas reuniões. A falta de clareza sobre impactos locais e sobre quem procurar para tirar dúvidas é apontada como motivo de apreensão.

Impactos e pontos de preocupação

A obra prevê o desvio de emissões para o subsolo, com promessa de reinstalação da maior parte da terra após a construção. Mesmo assim, há dúvidas sobre áreas com infraestrutura acima do solo, incluindo um espaço similar a um campo de futebol e uma chaminé de 50 metros.

Max Booth, vereador conservador de Hoylake e Meols, participou de um webinar promovido pelo Peak Cluster, descrito por ele como uma apresentação de venda do projeto, não uma avaliação independente.

Contexto técnico e judicial

O Peak Cluster afirma que o gasoduto operará com pressão menor que a do Sistema Nacional de Transmissão, porém acima da rede de gás doméstica. A empresa garante que as áreas afetadas serão tratadas conforme normas de segurança.

John Egan, executivo-chefe do Peak Cluster, disse que, ao final das obras, a maioria do terreno será devolvida ao uso anterior. Afirmou ainda que o gasoduto será regulado pela Health and Safety Executive como ocorre com demais gasodutos.

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