- MPF pediu o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas da Vale e a suspensão do direito de venda ou transferência da Mina de Fábrica, entre Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais.
- O extravasamento ocorreu no dia 25, com aproximadamente 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos na cava Área 18 da Mina de Fábrica.
- A licença ambiental proibia a construção de qualquer barreira dentro da cava; a Vale usava uma estrada de acesso interno como barramento, que colapsou com as chuvas.
- O vazamento causou o soterramento de córregos e aumentou a turbidez da água para mais de duas vezes o permitido; ainda há fluxo de água e efluentes não atendem aos padrões.
- Houve atraso de dez horas para comunicar o evento às autoridades; um dia depois, ocorreu vazamento semelhante na Mina Viga, também de responsabilidade da Vale.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu o bloqueio de 1 bilhão de reais em contas da Vale após o extravasamento de aproximadamente 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos na Mina de Fábrica, entre Ouro Preto e Congonhas (MG). A ação busca recursos para reparação integral dos danos e a suspensão de operações que não respeitem a licença ambiental.
Segundo o MPF, o vazamento ocorreu na Cava Área 18. Embora a Vale tivesse autorização para depositar rejeitos, a licença proibia a construção de qualquer estrutura de contenção dentro da cava. Vistorias indicam que uma estrada de acesso interno funcionava como barragem improvisada.
A via não resistiu à pressão, colapsou com as chuvas e liberou lama e água, atingindo o entorno, inclusive escritórios de um empreendimento vizinho. O impacto prático foi o soterramento de córregos e aumento da turbidez, com níveis superiores ao permitido.
Relatórios técnicos apontam fluxo contínuo de água da cava para o ambiente, com possíveis contaminantes chegando à bacia do Rio Paraopeba. Além disso, os efluentes não atendem aos padrões de qualidade exigidos para lançamento ambiental.
O MPF também aponta atraso da Vale na comunicação do incidente: foram 10 horas até a notificação às autoridades, enquanto o prazo legal é de 2 horas. O atraso é visto como fator que compromete ações de proteção civil e do ecossistema.
Expansão do problema: Mina Viga
Um dia após o primeiro vazamento, ocorreu outro incidente semelhante na Mina Viga, também de responsabilidade da Vale. A situação amplia a percepção de risco na região e reforça a necessidade de apuração rigorosa e medidas de mitigação.
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