- O AlUla Contemporary Art Museum, desenhado por Lina Ghotmeh, foi apresentado em 1º de fevereiro, durante a mostra Arduna, em AlUla, no noroeste da Arábia Saudita.
- A instituição terá três pilares: patrimônio, ambiente e comunidade, com foco em artistas trabalhando com a comunidade e o território de AlUla.
- O acervo será formado por obras ao longo da carreira de artistas, incluindo arquivos digitalizados e material de estudo, que ficarão acessíveis a pesquisadores.
- A curadoria prevê ampla representatividade regional (cerca de sessenta a setenta por cento) com participação internacional (aproximadamente trinta por cento).
- O museu ainda não tem data de abertura nem tamanho definido, mas a construção deve ocorrer até o fim do Vision 2030; a parceria com o Centre Pompidou contempla publicações, pesquisa curatorial e acadêmica.
A nova instituição de arte contemporânea de AlUla ganhou nome e visão curatorial, reveladas em 1º de fevereiro durante a abertura de Arduna, uma mostra temporária com 80 obras no oásis de AlUla. O espaço deverá acolher o AlUla Contemporary Art Museum, desenhado por Lina Ghotmeh. A data de inauguração ainda não foi anunciada.
A curadoria do museu, liderada por Candida Pestana, traça três pilares: patrimônio, ambiente e comunidade. A ideia é estimular a participação de artistas com a comunidade local, promovendo diálogo sobre a terra e o lugar de AlUla no panorama global.
Conexões com o território e o acervo
O museu pretende adotar uma estratégia de coleta que valoriza o conjunto de obras de cada artista, incluindo arquivos, estudos e documentação, que serão digitalizados e disponibilizados para pesquisa. O objetivo é criar relações de longo prazo com os artistas, integrando obras concluídas e projetos não realizados.
Além de trabalhar com artistas recém-desenvolvidos, a instituição planeja incorporar obras de diversas fases da carreira, com foco em arquivos que poderão enriquecer exposições futuras. A ideia é evitar que o acervo permaneça isolado de pesquisas e estudo público.
Parcerias e conteúdos
O AlUla Contemporary Art Museum integra o conjunto de programas artísticos da região, como Wadi AlFann, Desert X AlUla e o AlJadidah Arts District. O projeto envolve parcerias internacionais, incluindo o Centre Pompidou, fornecedor de apoio acadêmico e editorial.
O Centre Pompidou participa de atividades como publicações e pesquisa curatorial. A mostra Arduna, preparada em conjunto com equipes de AlUla e do Pompidou, funciona como vitrine do conceito que guiará o museu.
Panorama de artistas e obras
Até o momento, artistas como Manal Al Dowayan, Ahmed Mater, James Turrell, Agnes Denes e Michael Heizer estão vinculados aos programas da região. O acervo deverá contemplar também trabalhos de artistas regionais árabes e saudáveis a Saudi, buscando representar cerca de 60–70% de artistas da região.
Não há data de abertura nem confirmação do tamanho do prédio, embora haja expectativa de que a construção avance até o fim do Vision 2030. Em 2023, o acordo com o Pompidou foi anunciado como parte de uma parceria governamental entre as duas nações.
Perspectivas de longo prazo
Pestana afirma que a estratégia de coleta deverá se desenvolver ao longo de décadas, com o objetivo de chegar a uma compreensão abrangente da instituição. Em cinco anos, a primeira etapa já renderia avanços; em quatro décadas, o desenho completo deverá estar mais claro.
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