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Investigador particular dos EUA comete irregularidades para o Daily Mail tribunal

Investigador particular dos EUA afirma ter recebido cerca de $1m por trabalhos para o Daily Mail, em ação de Prince Harry contra a Associated Newspapers por coleta de dados ilegal

A retired private investigator based in the US, Daniel Portley-Hanks was giving evidence in a case against Associated Newspapers Ltd brought by claimants including Prince Harry, Elizabeth Hurley and Elton John
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  • O investigador americano Daniel Portley-Hanks afirmou ter recebido cerca de US$ 1 milhão por trabalhos para o Daily Mail on Sunday e para a Associated Newspapers Ltd.
  • Portley-Hanks disse ter vivido com US$ 150 mil em economias, quase todo o valor proveniente de serviços para o publisher, e que ficou em falência após a investigação Leveson de 2012.
  • O caso é movido por sete demandantes, incluindo o príncipe Harry, Elton John, Elizabeth Hurley, Sadie Frost, Simon Hughes e Doreen Lawrence, que acusam a ANL de uso de técnicas de coleta de informações ilícitas ao longo de décadas.
  • O réu afirmou ser “o cara do banco de dados” e que conseguia contatos e dados privados de alvos em minutos; disse que, na época, não via ilegalidade, mas hoje reconhece ilegalidades no Reino Unido.
  • A defesa da ANL sustenta que seus artigos foram obtidos de forma legal e contesta as acusações, enquanto algumas informações e testemunhas-chave aparecem com disputas sobre relevância e autenticidade.

Daniel Portley-Hanks, investigador particular dos EUA, afirma ter recebido cerca de US$ 1 milhão por trabalhos para a Associated Newspapers Ltd, publisher do Daily Mail e do Mail on Sunday. Ele apresentou declarações em audiência no Reino Unido.

Segundo Portley-Hanks, também conhecido como Detective Danno, havia poupados de US$ 150 mil, quase que integralmente originários do serviço prestado ao grupo. Ele declarou ter ido à falência após a publisher cessar a contratação em 2012, durante a investigação Leveson.

A ação é movida por sete queixas, incluindo Prince Harry, Elton John, Elizabeth Hurley e Sadie Frost, além de ex-político Simon Hughes e Doreen Lawrence. Alegam uso de técnicas de obtenção de informações ilegais ao longo de décadas pelo ANL.

Envolvidos e contexto

Portley-Hanks disse ter trabalhado para o Daily Mail e o Mail on Sunday desde os anos 1990 até cerca de 2013, atuando como “o responsável pelo banco de dados”. Afirmou que poderia localizar contatos rapidamente a partir de nomes ou telefones.

Disse que, na época, não considerava as atividades ilegais, mas hoje entende que houve coleta de dados pessoais que pode ser ilegal no Reino Unido. A defesa do ANL contesta as acusações e afirma que as reportagens foram obtidas por meios legais.

Portley-Hanks alegou que a empresa tentou ocultar o uso contínuo de investigadores privados, pedindo que ele mudasse seu e-mail para parecer que era um repórter de Hollywood. Também citou uso em uma cadeia de pagamentos envolvendo documentos sobre Jeffrey Epstein, o que a defesa nega.

A defesa questionou sua relevância para o caso, destacando que algumas informações não foram comprovadas e que alguns jornalistas citados não teriam conhecimento dele. O tribunal continua ouvindo as parts e provas.

David Sherborne, representante dos demandantes, descreveu a situação de testemunha remota como pouco convencional e informou que não deveria ser admitida. O processo segue em andamento no tribunal superior.

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