- Jack Lang, ex‑ministro da cultura da França, é citado nos novos documentos de Jeffrey Epstein, mantendo contatos e pedindo favores como uso de carro e avião particular; há menção a uma villa de luxo em Marrakech e a um encontro dele com Epstein diante da Pirâmide do Louvre em vídeo não datado.
- O conjunto de documentos, divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 30 de janeiro, compreende cerca de três milhões de páginas, dois mil vídeos e 180 mil imagens, ainda com grande parte arquivada.
- A filha de Lang, Caroline Lang, também aparece nos materiais; ela deixou o cargo de presidenta da Independent Production Union pouco tempo após ser nomeada.
- Outras personalidades do mundo da arte aparecem, como Steve Tisch e Jean Pigozzi, com correspondências envolvendo Epstein sobre mulheres adultas; Tisch pediu desculpas por ter tido apenas uma associação breve.
- O artista Jeff Koons também é citado, com Epstein visitando o estúdio de Koons e Koons confirmando participação em um jantar na casa de Epstein, mas afirmando não ter relação com Epstein além desse evento.
- Além disso, o caso já havia sido ligado ao colecionador Leon Black, ex‑presidente do MoMA, que pagou Epstein por serviços de planejamento tributário entre 2012 e 2017; Black deixou a presidência do conselho do MoMA em 2021.
A Justiça dos EUA divulgou, em 30 de janeiro, novos arquivos relacionados ao condenado por abuso sexual Jeffrey Epstein. Entre os documentos, aparecem figuras do mundo da arte, incluindo o ex-ministro francês da Cultura Jack Lang e a atual presidência do Arab World Institute em Paris. As informações mostram contatos longos entre Lang e Epstein e pedidos de favores, como uso de carro e avião particulares.
Os papéis também mencionam a esposa de Lang, Monique, e a filha dele, Caroline Lang, que foi citada em relações com Epstein. Caroline, produtora de cinema, renunciou nesta segunda-feira ao cargo de presidente da Independent Production Union, citando desejo de não prejudicar a entidade. A reportagem aponta ainda uma empresa fundada por Epstein em 2016, com participação de Caroline Lang.
Nomes de destaque no material
O conjunto de documentos, com milhões de páginas e milhares de imagens, expõe ligações de outras personalidades do cenário artístico. Steve Tisch, produtor e colecionador, trocou mensagens com Epstein em 2013 sobre várias mulheres. Jean Pigozzi, importante colecionador de arte africana, também consta em correspondência de 2013. Ambos afirmam ter mantido contatos limitados com Epstein.
Jeff Koons também aparece no material, com registros de encontros no estúdio do artista e participação em um jantar em 2013 na residência de Epstein, após a condenação do financista. Koons declarou que não tinha relação com Epstein além daquele evento. Leon Black, ex-presidente do MoMA, já foi citado em matérias anteriores por pagamentos a Epstein.
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