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Coleção de arte mexicana renomada passará a ser gerida por banco espanhol

Banco Santander vai gerenciar 160 obras da Coleção Gelman, incluindo 18 de Frida Kahlo; peças são Monumento Artístico Nacional, com exportação restrita e supervisão do INBAL

Frida Kahlo’s Diego on My Mind (1943)
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  • Banco Santander vai gerenciar 160 obras da Gelman Collection, um conjunto de arte mexicano do século XX, resultado de acordo com a família Zambrano.
  • A coleção, com mais de 300 peças, ganhou notoriedade sobretudo pelas 18 obras de Frida Kahlo, entre pinturas, desenhos e uma gravura.
  • As obras devem estrear neste verão no Faro Santander, novo espaço da Fundación Banco Santander na Cantábria, Espanha.
  • Algumas peças são Monumentos Artísticos Nacionais sob lei mexicana, exigindo supervisão do Instituto Nacional de Bellas Artes e Literatura e restringindo exportação permanente.
  • A decisão gerou ceticismo no México, já que parte das obras é vista como patrimônio nacional e há interesse em mantê-las no país; soma-se a possibilidade de exposições futuras no México.

Banco Santander passará a gerir 160 obras da Gelman Collection, coleção privada mexicana do século XX, com peças de Frida Kahlo entre as destacadas. O acordo é resultado de um contrato de longo prazo com a família Zambrano, adquirente da coleção em 2023. A informação foi divulgada em 21 de janeiro.

O acordo marca uma nova etapa para a Gelman Collection, considerada uma das mais importantes do México, com mais de 300 obras. A maior parte do acervo ficou sob exibição pública restrita desde 2008, segundo o anúncio.

As obras formam a Gelman Santander Collection, que terá estreia pública neste verão no Faro Santander, espaço da Fundação Banco Santander em Cantabria, Espanha. A programação inicial inclui uma exposição de debut.

Desafios legais cercam a movimentação de parte das obras, pois algumas são Monumentos Artísticos Nacionais no México. A lei exige supervisão do Instituto Nacional de Bellas Artes y Literatura (INBAL) para conservação, localização e reprodução.

Em termos de legitimidade, as obras podem permanecer na esfera privada. O anúncio cita que a coleção continua de origem mexicana, sob gestão de uma instituição associada a uma família mexicana.

Contexto histórico do acervo

O conjunto foi reunido por Jacques Gelman, que imigrou para o México em 1938 e se destacou no cinema mexicano. Natashа Gelman, sua esposa, expandiu a coleção com a assistência de Robert Littman, consolidando a reputação da coleção entre artistas como Kahlo, Rivera, Siqueiros e Orozco.

Reação e perspectivas

A notícia gerou ceticismo no México, com expectativa de manter obras no país. Pesquisadores destacam a importância de preservar o legado nacional e discutir caminhos para exibições futuras em solo mexicano.

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