- Banco Santander vai gerenciar 160 obras da Gelman Collection, um conjunto de arte mexicano do século XX, resultado de acordo com a família Zambrano.
- A coleção, com mais de 300 peças, ganhou notoriedade sobretudo pelas 18 obras de Frida Kahlo, entre pinturas, desenhos e uma gravura.
- As obras devem estrear neste verão no Faro Santander, novo espaço da Fundación Banco Santander na Cantábria, Espanha.
- Algumas peças são Monumentos Artísticos Nacionais sob lei mexicana, exigindo supervisão do Instituto Nacional de Bellas Artes e Literatura e restringindo exportação permanente.
- A decisão gerou ceticismo no México, já que parte das obras é vista como patrimônio nacional e há interesse em mantê-las no país; soma-se a possibilidade de exposições futuras no México.
Banco Santander passará a gerir 160 obras da Gelman Collection, coleção privada mexicana do século XX, com peças de Frida Kahlo entre as destacadas. O acordo é resultado de um contrato de longo prazo com a família Zambrano, adquirente da coleção em 2023. A informação foi divulgada em 21 de janeiro.
O acordo marca uma nova etapa para a Gelman Collection, considerada uma das mais importantes do México, com mais de 300 obras. A maior parte do acervo ficou sob exibição pública restrita desde 2008, segundo o anúncio.
As obras formam a Gelman Santander Collection, que terá estreia pública neste verão no Faro Santander, espaço da Fundação Banco Santander em Cantabria, Espanha. A programação inicial inclui uma exposição de debut.
Desafios legais cercam a movimentação de parte das obras, pois algumas são Monumentos Artísticos Nacionais no México. A lei exige supervisão do Instituto Nacional de Bellas Artes y Literatura (INBAL) para conservação, localização e reprodução.
Em termos de legitimidade, as obras podem permanecer na esfera privada. O anúncio cita que a coleção continua de origem mexicana, sob gestão de uma instituição associada a uma família mexicana.
Contexto histórico do acervo
O conjunto foi reunido por Jacques Gelman, que imigrou para o México em 1938 e se destacou no cinema mexicano. Natashа Gelman, sua esposa, expandiu a coleção com a assistência de Robert Littman, consolidando a reputação da coleção entre artistas como Kahlo, Rivera, Siqueiros e Orozco.
Reação e perspectivas
A notícia gerou ceticismo no México, com expectativa de manter obras no país. Pesquisadores destacam a importância de preservar o legado nacional e discutir caminhos para exibições futuras em solo mexicano.
Entre na conversa da comunidade