- William Bonner, 62 anos, deixou o Jornal Nacional após 29 anos à frente do telejornal, no dia 31 de outubro, e passou a apresentar o Globo Repórter.
- Ele disse ter ficado surpreso com o carinho do público e da imprensa, chegando a comparar a repercussão com a sensação de ter morrido.
- O apresentador afirmou que quem o criticava antes passou a ser mais respeitoso e reconheceu o trabalho dele.
- Sobre encontros com fãs, Bonner comentou que hoje as pessoas pedem foto e abraço, ao invés de autógrafos.
- Cesar Tralli assumiu a função; Bonner mencionou mensagens de agradecimento que considera representarem o reconhecimento a uma categoria, incluindo apoio de pessoas simples e de um ex-presidente de estatal em Lisboa.
William Bonner deixou o posto de âncora do Jornal Nacional após 29 anos na posição. Em 31 de outubro, ele encerrou o ciclo e passou a apresentar o Globo Repórter, conforme anunciado pela Globo. O anúncio pegou o público de surpresa e teve reação positiva da imprensa.
Durante entrevista, Bonner contou que ficou impressionado com o carinho recebido após a mudança. Ele disse que, ao sites de notícias, a repercussão foi intensa e distinta do que ocorria no passado, quando críticas apareciam com mais intensidade. O jornalista ressaltou o respeito manifestado por pessoas que antes o criticavam.
O apresentador revelou ainda uma comparação irônica com a morte, ao mencionar o tom de cobertura de perfis na imprensa quando alguém famoso se afasta. Segundo ele, houve uma resposta calorosa de familiares, fãs e até de antigos críticos, que passaram a elogiar o trabalho realizado ao longo dos anos.
A saída oficial ocorreu no fim de outubro, com César Tralli assumindo a bancada do Jornal Nacional. Bonner descreveu o encontro com fãs em aeroportos como um ritual de despedida, com calor humano, que substituiu o assédio de autógrafos por pedidos de fotos e abraços.
Ao longo do tempo, Bonner recebeu mensagens de agradecimento que chamou de significativas. Em Lisboa, ele recebeu uma consideração de alguém próximo a setores estratégicos, reforçando a ideia de que o reconhecimento foi amplo e não individual.
Bonner destacou que a defesa da Constituição e da democracia continua entre as pautas com as quais se identifica. Ele afirmou, em tom humilde, dividir o mérito com colegas e com o público, reforçando que o trabalho jornalístico é coletivo.
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