- Sarah Mullally assume como arcebispo de Canterbury e promete reconstruir a confiança na forma como a Igreja da Inglaterra lida com abusos, reconhecendo falhas passadas.
- Ela enfatiza a independência adequada dos processos e coloca as vítimas no centro das ações da igreja.
- A posse ocorreu após a renúncia de Justin Welby, motivada por falhas na condução de um caso de abuso envolvendo John Smyth, segundo relatório crítico.
- Mullally afirmou que proteção de menores e de adultos vulneráveis é responsabilidade fundamental, com processos transparentes, tratamento de denúncias e ouvidoria robustos.
- A líder também destacou a necessidade de ouvir vítimas, manter investigação trauma-informed e manter a igreja aberta a escrutínio, sem aceitar complacência.
O novo arcebispo de Canterbury prometeu reconstruir a confiança no modo como a Igreja Anglicana lida com abusos de crianças e adultos vulneráveis, dizendo que, no passado, a instituição ficou aquém do esperado. Sarah Mullally afirmou que a independência adequada será central na abordagem de acusações sob sua liderança.
Ela discursou diante do Sínodo Geral, órgão governante da Igreja da Inglaterra, em Londres, onde foi recebida com aplausos. Mullally assumiu o cargo de fato após a renúncia de Justin Welby, em decorrência de falhas em um caso de abuso de alto perfil envolvendo um ex-advogado.
O recado enfatizou que proteção é responsabilidade fundamental, possível apenas com processos robustos, transparentes e bem definidos. A líder ressaltou a necessidade de colocar vítimas e sobreviventes no centro de todas as ações.
Salvaguardas fortalecidas
Mullally afirmou que a igreja deve reconhecer de forma clara os abusos de poder em suas diversas formas. Ela mencionou o compromisso com ações rápidas, informadas pela compreensão de traumas e com uma conduta orientada por diretrizes claras.
Ela destacou que houve avanços, mas que a instituição não pode se tornar complacente. A arquidiocese disse que pretende manter ouvindo as vítimas e assegurando procedimentos transparentes para investigações e denúncias.
A nova líder também referiu-se ao peso da responsabilidade de dirigir a Igreja de Canterbury. A eleita reconheceu apoio recebido de fiéis no Reino Unido e na comunhão anglicana global, sem entrar em decisões de mérito sobre membros ou litígios específicos.
Contexto e continuidade
Mullally citou sua formação como enfermeira e sua trajetória na igreja, com foco na prestação de serviço. Ela destacou que a igreja precisa manter esperanças em meio a desafios como desigualdade, tensões políticas globais e mudanças climáticas.
Ela reforçou a necessidade de uma igreja que acolha as pessoas, adote processos de conformidade e participe de um diálogo aberto com a comunidade. A arcebispo também ressaltou a importância de manter a fé sem perder o foco na justiça e na dignidade de todos.
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