- O Intuit Art Museum, em Chicago, recebeu 61 obras de artistas autodidatas, em duas doações distintas que ampliarão a coleção.
- A primeira doação vem do espólio de Jan Petry e reúne 47 peças, incluindo trabalhos de artistas anônimos e de nomes como Emery Blagdwon, James Castle, Ulysses Davis, Charles Dellschau, William Hawkins, Martín Ramírez, Günther Schützenhöfer e Leopold Strobl.
- A segunda doação, de 14 obras, é da coleção do estudioso Gordon W. Bailey, com peças de Sam Doyle, Sybil Gibson, Roy Ferdinand e Mose Tolliver, em homenagem à expansão de 10 milhões de dólares concluída no ano passado.
- As obras de Petry serão expostas na galeria que leva seu nome, na mostra Life is an Art: The Collection of Jan Petry, de 9 de abril de 2026 a 21 de março de 2027.
- Bailey esperou fortalecer a presença de mulheres negras na coleção, e o museu poderá selecionar peças para esse objetivo; Kerr afirma que Chicago é reconhecida por abraçar a arte autodidata e que o espaço tem evoluído nesse enfoque.
O Intuit Art Museum (IAM), em Chicago, recebeu duas doações significativas que ampliam sua coleção em 61 obras de artistas autodidatas. As peças vêm do espólio de Jan Petry, apoiadora de longa data, e da coleção do estudioso Gordon W. Bailey, radicado em Los Angeles. A maior parte das obras de Petry compreende 47 itens, incluindo trabalhos de artistas anônimos e nomes consagrados no movimento outsider.
A segunda remessa, com 14 obras, integra a coleção de Bailey, voltada principalmente para arte afroamericana. Entre os artistas representados estão Sam Doyle, Sybil Gibson, Roy Ferdinand e Mose Tolliver. Bailey vem oferecendo obras a museus ao longo dos anos e justifica a doação como suporte ao crescimento do IAM, que concluiu uma expansão de 10 milhões de dólares no ano passado.
Debra Kerr, presidente e CEO do IAM, destaca que as doações ajudam a ampliar as narrativas de artistas pouco representados e fortalecem o papel do museu como espaço de conexão, criatividade e descoberta. As obras doadas por Petry serão exibidas na galeria batizada com o nome da colecionadora, na mostra Life is an Art: The Collection of Jan Petry, que fica em cartaz de 9 de abril de 2026 a 21 de março de 2027.
O empréstimo de Bailey também representa uma oportunidade para ampliar a presença de mulheres negras na coleção. O museu pôde selecionar peças específicas para reforçar esse eixo de acervo, conforme Kerr. Chicago é reconhecida como o berço de atuação do self-taught art nos Estados Unidos, marco que orienta as decisões curatoriais do IAM desde a criação, em 1991. A instituição mobilizou redes de apoiadores desde o início, entre eles Bailey, que coorganizou uma exposição em Intuit em 2001.
O IAM nasceu com o objetivo de exibir trabalhos de artistas autodidatas, sem possuir um orçamento fixo de aquisições. Ao longo dos anos, aquisições passaram a ocorrer por meio de doações restritas, permitindo incorporar novas obras ao acervo conforme disponibilidade de recursos. A recente ampliação triplicou o espaço da galeria, reforçando a capacidade de exibir as novidades trazidas pelas doações.
Mudança de foco temático
A seleção das obras reforça o recorte contemporâneo da instituição, com ênfase em artistas identificados como mulheres ou pertencentes a comunidades negras. Entre as peças destacadas estão trabalhos de Huma Bhabha, Arthur Jafa, Adrian Piper, Jennie C. Jones e Cindy Sherman, compondo um conjunto que amplia a diversidade de vozes presentes na coleção.
Entre na conversa da comunidade