- A exposição America Will Be!, no Driskell Center da Universidade de Maryland, abriu em 6 de fevereiro e fica em cartaz até 8 de maio, mostrando como artistas negros reinterpretam a bandeira dos EUA.
- O artista Dread Scott afirma que seu trabalho What is the Proper Way to Display a US Flag? (1988) foi solicitado, mas não incluído na mostra.
- Os organizadores alegaram restrições logísticas e sugeriram alternativas, citando também questões de financiamento para segurança e montagem.
- Scott descreve a decisão como censura antecipada, dizendo que já foi censurado em três ocasiões de exibição.
- Os curadores afirmam que a obra não estava formalmente comprometida e que a mostra continua com outras peças, mantendo o foco no tema da cidadania e democracia.
Nos Estados Unidos, a exposição America Will Be! abriu no Driskell Center, da Universidade de Maryland, em 6 de fevereiro e ficará em cartaz até 8 de maio. A mostra destaca a forma como artistas negros têm explorado o significado da bandeira americana.
Entre os works considerados, havia a peça central de Dread Scott lançada em 1988, What is the Proper Way to Display a U.S. Flag?, conhecida por colocar em debate o uso da bandeira. A curadoria reduziu a participação do artista por questões logísticas, conforme comunicação interna. Scott, por sua vez, aponta que houve censura antecipada.
O artista afirma ter sido informado de que não haveria espaço para sua obra na montagem final, apesar de visitas anteriores afirmarem interesse. A instituição sustenta que a ausência decorre de limitações de orçamento para segurança e logística, não de julgamento artístico.
Detalhes da decisão e contexto
Segundo Jordana Moore Saggesse, diretora do Driskell Center, a ideia era incluir obras relevantes para discutir cidadania e democracia, com 24 artistas representados em America Will Be!. Ela ressalta que não houve acordo formal de empréstimo para a peça de Scott e que a decisão final foi tomada com base em fatores práticos.
Scott descreve a prática como censura, afirmando ter passado por três ajustes de inclusão em exposições, o que, segundo ele, dificulta a exibição de trabalhos controversos. Em uma comunicação com a curadoria, a instituição manifestou que a prioridade é preservar a segurança de estudantes e participantes.
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