Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pacientes de fertilidade vencem decisão para salvar embriões após consentimento

Justiça britânica mantém armazenamento de embriões em 14 de 15 casos após erro de consentimento, preservando opção de paternidade

More than a dozen fertility patients won a high court ruling allowing embryos, eggs and sperm to remain in storage after consent windows were missed.
0:00
Carregando...
0:00
  • Quase quinze pacientes apresentaram recurso em Londres e a Justiça decidiu que, em quatorze de quinze casos, é lawful manter o armazenamento de embriões, óvulos e espermatozoides mesmo após o término do prazo de consentimento.
  • O juiz afirmou que o essencial é o consentimento, não uma data imutável, e que a possibilidade de parentalidade não pode ser “apagada pelo tic-tac de um relógio”.
  • A lei exige consentimento escrito a cada década para continuar armazenando material biológico, mas houve uma extensão de dois anos por conta da pandemia, o que gerou lapsos de renovação.
  • A ação ocorreu sem oposição de clínicas, da Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia ou do Ministério da Saúde.
  • Em um único caso, o tribunal decidiu contra: não havia consentimento original para armazenar o embrião, e alterar o consentimento não é renovação.

O Tribunal Superior concedeu a 15 pacientes de fertilidade o direito de manter embriões, óvulos e espermatozoides armazenados, após erros administrativos que fizeram com que eles não renovassem o consentimento dentro do prazo de 10 anos previsto por lei. A decisão impede a destruição do material.

A juíza Carmem Morgan determinou que, em 14 dos 15 casos, era legal manter o material armazenado e utilizá-lo, mesmo com o consentimento expirado. A magistrada ressaltou que a lei de fertilização humana é rígida, mas que essa rigidez não deve ser absoluta.

Segundo a sentença, o consentimento é essencial, não apenas a data imutável. A decisão enfatiza que a possibilidade de parentalidade não pode ser interrompida pelo simples passar do tempo, especialmente diante de falhas de comunicação por parte das clínicas.

A ação foi movida por mais de uma dúzia de pacientes, entre eles ex-pacientes de câncer, que pediram à corte em Londres a legalidade de manter os embriões e células em armazenamento. Em alguns casos, houve falha de notificação das clínicas.

O caso em que a decisão foi contrária envolveu circunstâncias legais distintas: não havia consentimento original para armazenar o embrião e houve armazenamento acidental de material, com uso pretendido posteriormente. A juíza assinalou que não houve renovação de consentimento.

A extensão de dois anos ao prazo original foi criada para compensar atrasos no tratamento de fertilidade durante a pandemia. A prolongação, porém, não deveria cancelar a necessidade de consentimento informado pelos pacientes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais