- Um juiz dos EUA rejeitou a ação de um cliente contra a Buffalo Wild Wings, afirmando que a expressão “boneless wings” não engana consumidores, pois o produto é essencialmente nuggets de frango.
- A decisão, tomada pelo juiz John Tharp, ocorreu em resposta a processo movido em 2023 por Halim, no estado de Illinois, que buscava cerca de 10 milhões de dólares.
- O tribunal entendeu que Halim não conseguiu demonstrar que consumidores razoáveis seriam enganados pela nomenclatura, mantendo a possibilidade de a rede usar o termo no cardápio.
- Tharp destacou que “boneless wings” é um termo comum há mais de duas décadas e definiu o produto como pedaços de peito de frango, fritos e cobertos com molho ou tempero.
- Halim teve a oportunidade de corrigir a reclamação até o dia 20 de março, segundo a decisão, mas a ação já foi rejeitada em parte pelo tribunal.
Um juiz federal dos EUA rejeitou a ação sobre o uso do termo “boneless wings” pela rede Buffalo Wild Wings (BWW), mantendo a prática de marketing. A decisão, emitida na terça-feira, afirma que a reclamação não apresenta evidência de que consumidores razoáveis sejam enganados.
A ação foi movida em 2023 por Aimen Halim, cliente que comprou as asas sem osso em Illinois e alegou violação da lei estadual de fraude ao consumidor. Ele buscava cerca de 10 milhões de dólares em indenização, afirmando que o produto seria semelhante a nuggets de frango em vez de asas.
A corte concluiu que Halim não comprovou que o termo engana o público de forma plausível. O juiz John Tharp ressaltou que o termo “boneless wings” é comum há mais de duas décadas e descreveu o item como essencialmente nuggets de peito de frango, fritos e servidos com molho ou temperos.
Decisão do tribunal
Mesmo reconhecendo que Halim tem legitimidade para pleitear danos econômicos, o juiz manteve a avaliação de que consumidores não seriam enganados pelo uso do termo. Tharp citou que palavras podem ter múltiplos significados e que, no caso, a expressão não implica carne de asa.
Halim havia alegado que o rótulo induzia a entender que o produto era feito de frango de asa, enquanto a defesa argumentou que o contexto deixa claro que nem tudo é feito de asa. O juiz apontou que o termo não configura desinformação suficiente para justificar a ação.
Após a decisão, Halim teve permissão para apresentar uma possível emenda à queixa até 20 de março. O Ministério não confirmou comentários de advogados de ambas as partes até o momento desta reportagem.
A Buffalo Wild Wings divulgou, nas redes sociais, que mantém o posicionamento de que as “boneless wings” são feitas com carne branca de frango, sem resposta direta sobre o caso legal. A empresa não forneceu novas declarações ao jornal neste momento.
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