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Abrigos de violência doméstica recorrem a mulheres profissionais

Refúgios para vítimas de violência doméstica passam a usar mais profissionais femininas, tornando moradias mais seguras e acolhedoras

Data from the Office for National Statistics shows there were 48,000 tradeswomen in the UK in 2021, a growth of 41% from 2006.
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  • Refúgios mantidos pela organização Refuge enfrentam desafio com mão de obra predominantemente masculina e passam a usar mais profissionais donas da profissão para aumentar a sensação de segurança das residentes.
  • Em 2021, havia 48.000 tradeswomen no Reino Unido, o que representa cerca de 4% da força de trabalho do setor; a construção é o setor mais masculino do país.
  • Entre 2019 e 2022, as inscrições de mulheres em cursos de construção e engenharia aumentaram 73%.
  • A Refuge está trabalhando com a TaskHer, diretório de tradeswomen, para localizar profissionais femininas em Londres e ampliar para outras regiões.
  • Erin, eletricista de 26 anos em Londres, trabalha para a Refuge há meses e diz que a presença de uma mulher ajuda as residentes a se sentirem mais à vontade, apesar de ainda enfrentar atitudes sexistas.

A ONG Refuge administra 64 casas para sobreviventes de violência doméstica e está migrando de mão de obra majoritariamente masculina para profissionais do sexo feminino. A mudança busca reduzir o desconforto de quem já enfrenta trauma ao lidar com, principalmente, eletricistas, encanadores e pintores do sexo masculino.

Segundo a instituição, a presença de homens pode acionar traumas, exigindo escolta e avisos prévios aos moradores. Isso exige mais tempo e planejamento para manter as estruturas, além de tornar a visitação mais sensível ao cuidado terapêutico das moradoras.

Dados oficiais indicam que havia 48 mil mulheres atuando na área de trades no Reino Unido em 2021, com alta de 41% desde 2006, representando cerca de 4% da força de trabalho de trades. O setor é historicamente o mais masculinizado.

Regionalmente, a West Midlands tem a maior participação de trabalhadoras com 4,4% do total, seguida por Londres com 2,98% e o sul-ocidental com 2,24%. Em várias outras regiões, as mulheres respondem por menos de 1% da força de trabalho no setor, conforme dados de 2023.

A tendência de aumento é perceptível: as inscrições de mulheres em programas de aprendizagem em construção e engenharia cresceram 73% entre 2019 e 2022. Esse avanço anima organizações de defesa de vítimas, como a Refuge, que passam a priorizar contratadas mulheres.

Plataforma dedicada a trabalhadoras

Para facilitar a contratação de profissionais, a Refuge firma parceria com a TaskHer, diretório on-line de trabalhadoras, criado por Anna Moynihan e o marido em 2021. A ideia nasceu da dificuldade de encontrar mulheres para serviços de reforma doméstica, especialmente entre mulheres solteiras, comunidade LGBT e comunidades religiosas.

A plataforma já atende instituições de assistência, com foco em Londres, e planeja expansão para outras regiões. A proposta é oferecer profissionais que transmitam maior sensação de segurança aos moradores dos abrigos.

Erin, 26 anos, é eletricista em Londres e atua com a Refuge há meses, realizando desde pequenos reparos até mudanças de quadro elétrico. Ela aponta que atuar nesse contexto facilita o trabalho e reduz a ansiedade de quem recebe a visita, criando ambiente mais relaxado.

A profissional ressalta que o setor ainda possui poucas colegas de profissão e que experiências de discriminação existem, embora haja sinais de mudança. Ela cita avanços de outras áreas técnicas para mulheres e a percepção de que mudanças culturais estão ocorrendo.

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