- O esqueleto de São Francisco de Assis fica em exibição pública pela primeira vez, na Basílica de São Francisco, em Assis, de hoje até 22 de março, durante um mês.
- O relicário é um gabinete de vidro com nitrogênio e inscriptions “Corpus Sancti Francisci” e fica protegido por vidro à prova de balas.
- A mostra tem foco religioso e cultural, prevista para atrair centenas de milhares de visitantes, com reservas próximas de 400 mil pessoas.
- Em condições normais, a basílica recebe cerca de mil visitantes por dia em dias úteis e até quatro mil aos fins de semana; a expectativa é de até dezessete mil pessoas por semana durante o período.
- A exibição marca o retorno de uma prática rara: o corpo de São Francisco já havia sido mostrado apenas uma vez, em 1978, para um público muito limitado. A celebração do santo também coincide com a restauração de 4 de outubro como feriado de honra ao santo.
A ossada de Santo Antônio de Assis, conhecido como São Francisco de Assis, fica pela primeira vez em exibição pública plena. O relicário ganhou um nicho de vidro com nitrogênio na Basílica de São Francisco, na cidade italiana de Assis, desde este domingo. A autópsia simbólica busca proporcionar uma experiência para fiéis e curiosos, em uma mostra que deve durar um mês.
Os restos mortais, preservados em uma cápsula de vidro antidano com a inscrição em latim Corpus Sancti Francisci, ficam protegidos por um cofre de vidro antibalas. A exibição ocorre até 22 de março, em um contexto de celebração do santo, padroeiro da Itália, cuja morte é lembrada no dia 4 de outubro.
A mostra envolve a replicação de condições de preservação: a cápsula permanece selada, sem contato com o ar externo, dentro de uma tumba de pedra no crypt. O estado deteriorado dos ossos é apresentado como parte da devoção histórica associada ao martírio de São Francisco.
A iniciativa é coordenada pelo convento franciscano de Assis. O diretor de comunicações, um frade, afirmou que a experiência pode ser significativa para diferentes públicos. O objetivo é apresentar a história de fé de forma objetiva, sem sensacionalismo.
Ao todo, quase 400 mil pessoas já reservaram entradas. Entre os interessados há visitantes de várias regiões, incluindo Brasil, África e América do Norte, conforme o organizador. A expectativa é de 15 mil visitas por dia durante a semana e até 19 mil nos fins de semana.
A Basílica, construída no século XIII em homenagem ao santo, recebeu a primeira exibição pública anterior apenas em 1978, por um único dia. As visitas costumam ocorrer com menor fluxo nos meses de baixa temporada, o que contrasta com o atual movimento de público.
A administração informou que o monitoramento de segurança funciona 24 horas por dia. Os acessos ocorrem em um ambiente controlado, sem contato direto com o público, em respeito à integridade das relíquias. A iluminação interna foi ajustada para um tom suave, não comparável a um evento cinematográfico.
Exibição e logística
A iniciativa reforça a importância cultural de Assis como destino religioso. A basílica mantém regras de visitação específicas para manter o espaço reservado, com horários e capacidade limitados. Os visitantes devem seguir as orientações de segurança e conduta dentro do templo.
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