- Início, na segunda-feira, de uma audiência pública para apurar eventos, atos e omissões que antecederam o ataque em Nottingham, envolvendo Valdo Calocane.
- Mortos: Barnaby Webber e Grace O’Malley-Kumar, ambos com 19 anos, e Ian Coates, 65 anos; três pessoas ficaram feridas após o ataque de junho de 2023.
- Calocane havia sido condenado a uma ordem hospitalar indefinida em janeiro de 2024, após admitir homicídio qualificado por diminuta responsabilidade e tentativa de homicídio.
- Relatórios indicam falhas em serviços de saúde mental e na vigilância policial, com a Comissão de Qualidade de Cuidados apontando erros e omissões graves.
- famílias dizem que a investigação precisa expor negligência sistêmica, buscar responsabilização e discutir mudanças no enquadramento jurídico que permitiu a ordem hospitalar.
A filha de Barnaby Webber, Emma Webber, mãe de uma das vítimas do ataque de Nottingham, pediu que a apuração pública apresente a verdade integral sobre como Valdo Calocane teve liberdade para agir. A investigação começa na próxima segunda-feira e mira em eventos, ações e omissões anteriores aos ataques de 2023.
No dia 13 de junho de 2023, Calocane matou Barnaby Webber, Grace O’Malley-Kumar, ambos com 19 anos, e o zelador Ian Coates, em Nottingham. Na manhã seguinte, o agressor lançou uma van contra pedestres, ferindo gravemente três pessoas. A causa provável para a violência foi atribuída a um transtorno mental do agressor.
Calocane havia sido diagnosticado com esquizofrenia paranoide e, em janeiro de 2024, recebeu internação em hospital de alta segurança após admitir culpa por homicídio doloso por circunstâncias atenuantes e por três tentativas de homicídio. A apuração buscará compreender o tratamento clíno e o contato com as forças de segurança que antecederam os ataques.
A comissão independente vai avaliar o atendimento de saúde mental recebido por Calocane na NHS e as interações com a polícia antes dos incidentes. Relatórios prévios destacaram erros, omissões e julgamentos inadequados que poderiam comprometer a segurança pública se não forem corrigidos.
Famílias das vítimas ressaltaram falhas sistêmicas no atendimento, na aplicação de políticas de saúde mental e na atuação policial. O objetivo é expor responsabilidades e considerar mudanças no marco legal que permitiu a internação hospitalar em vez de uma pena de prisão.
As famílias também destacaram a necessidade de transparência na divulgação de documentos relativos ao atendimento de Calocane e às investigações policiais, preparando-se para acompanhar cada audiência até o encerramento previsto para junho. A apuração promete revelar, segundo expectativa, informações ainda não reveladas sobre o caso.
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