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Megaoperação mira MC Negão Original e 52 suspeitos por golpe do falso advogado

Operação Fim da Fábula prende ao menos doze suspeitos e bloqueia até R$ 100 milhões em contas; MC Negão Original não foi localizado

João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original
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  • Operação realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do estado de são paulo cumpriu 53 mandados de prisão temporária contra suspeitos de golpes como o do “falso advogado”, do INSS e da “mão fantasma”.
  • Pelo menos 12 pessoas foram presas até o momento; um dos alvos é o rapper João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original, que não foi encontrado.
  • A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões em cada uma das 86 contas identificadas na investigação.
  • Ao todo, foram cumpridos 120 mandados de busca e apreensão em cidades de são paulo, minas gerais e distrito federal; 66 vítimas já foram identificadas.
  • Entre os golpes investigados estão associação criminosa para fraude, estelionato digital e lavagem de dinheiro por meio de bet shops e fintechs; a operação mobilizou cerca de 300 policiais do Deic.

Oitenta e três leitores observaram, na manhã desta terça-feira, uma megaoperação da Polícia Civil de São Paulo e do MP-SP. Ao todo, são 53 mandados de prisão temporária, centrados em golpes como o do falso advogado, do INSS e da mão fantasma. A ação envolve 300 agentes do Deic.

Entre os alvos, está o rapper João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original. A polícia esteve em pelo menos dois endereços ligados a ele na região metropolitana, mas o artista não foi localizado. A defesa afirma que Ribeiro é idôneo e tem trajetória profissional consolidada.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões em cada uma das 86 contas identificadas, conforme decisão da 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores. Medidas abrangem pessoas físicas e jurídicas.

A operação Fim da Fábula também cumpre 120 mandados de busca e apreensão em cidades de SP, Minas Gerais e Distrito Federal. Ao menos 66 vítimas já foram identificadas, segundo informações preliminares da investigação.

Segundo a Polícia Civil, os crimes investigados incluem associação criminosa para fraude, estelionato por meio digital e lavagem de dinheiro, com atuação potencial por meio de BETs e fintechs. Notebooks e celulares foram apreendidos em locais usados pela investigação.

Relatórios do Coaf indicaram movimento financeiro atípico relacionado ao artista, conforme explicou o delegado Fernando Santiago, do Deic. Ele afirmou que Ribeiro é investigado por suposta participação em uma bet clandestina que prejudicaria clientes.

De acordo com o Deic, o grupo oferecia apartamentos como base para a prática de estelionato, com equipamentos eletrônicos apreendidos nos locais para perícia. A operação envolveu frentes em diversas cidades e estados, com apoio de outras unidades e do Gaepp.

Contexto dos golpes

Golpes como o do falso advogado, o golpe do INSS e a mão fantasma aparecem como casos recorrentes no Brasil. Em 2024, o país registrou mais de 2 milhões de ocorrências de estelionato, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aumentando o medo de violação de dados e golpes por telefone ou internet.

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